Mulheres de presos relataram que a celebração aconteceu na virada do ano, no pavilhão “H”, onde um chaveiro estaria ditando ordens
Publicado em 20/01/2025 às 11:51
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Sob ameaças de tortura, detentos do Presídio de Igarassu, localizado no Grande Recife, teriam sido obrigados a participar de um culto evangélico. A denúncia foi feita por mulheres dos presos à coluna Segurança. Um vídeo com imagens da celebração, ocorrida na virada do ano, foi enviado.
De acordo com a denúncia, o culto ocorreu no pavilhão “H” com autorização da diretoria do presídio, que atualmente é o mais superlotado e precário de Pernambuco.
O evento teria sido organizado por um chaveiro – preso que dita regras em pavilhões ou alas de unidades prisionais.
VEJA VÍDEO:
No vídeo, presos aparecem orando e levantando as mãos.
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“Te agradecemos, Senhor, por cada segundo. Te agradecemos, Senhor, por estar vivo. Aleluia”, diz uma voz masculina. Não é possível identificar de quem se trata.
Na condição de anonimato, para evitar represálias, a mulher de um detento afirmou que o chaveiro tem feito ameaças constantes, além de determinar agressões aos presos.
Ele também teria forte influência na unidade prisional, comandando um esquema de aluguel de celulares e venda de cigarros.
A coluna entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização e questionou se o caso está sendo investigado. Até agora, a pasta estadual não se posicionou sobre o assunto.
PRESÍDIO DE IGARASSU É O PIOR DO ESTADO
Uma vistoria realizada pelo Conselho Penitenciário do Estado (Copen/PE), no ano passado, comprovou as péssimas condições em que vivem os presos do Presídio de Igarassu. Não só isso: a superlotação e falta de controle por falta de efetivo da Polícia Penal também foram denunciados.
O Presídio de Igarassu conta com pouco mais de 5,4 mil detentos, mas tem capacidade para até 1,2 mil. Parte expressiva da população carcerária fica amontoada no chão do pátio da unidade prisional porque não há celas e camas para todos.
A procuradora da República Silvia Regina, que participou da vistoria, afirmou, na ocasião, que o presídio contava com “30 agentes penais no período diurno e dez agentes em regime de plantão no período noturno para fiscalizar população carcerária”.
“A desestruturação acentuada de natureza espacial e humana inviabiliza uma fiscalização efetiva de entrada constante de drogas e celulares no presídio, principalmente em épocas de visita familiar periódicas”, citou.
A situação foi comunicada ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho Nacional do Ministério Público e à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
PROMESSA DE ACABAR COM CHAVEIROS
Em entrevista à Rádio Jornal, em novembro do ano passado, o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes, declarou que uma das prioridades da gestão era acabar com os chaveiros.
“A gente sabe que há problemas históricos que a gente não vai resolver em dez meses de secretaria, mas a gente está enfrentando esse problema. (…) Além disso, aumentamos o número de apreensões de celulares nas unidades. No ano passado foram 3.593. E neste ano, até agora, já são quase 3,7 mil”, argumentou, na ocasião.

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