No 50º episódio do Cena Política, a vereadora falou sobre mandato coletivo, oposição no Recife, moradia, feminicídio e sua pré-candidatura ao Senado
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Durante participação no 50º episódio do videocast Cena Política, do JC, a vereadora do Recife Jô Cavalcanti (PSOL) detalhou os motivos que a levaram a se lançar como pré-candidata ao Senado nas eleições de 2026.
Para ela, o pleito do próximo ano representa um divisor de águas no enfrentamento à extrema direita e na consolidação da governabilidade do presidente Lula.
Importância da candidatura para o Senado
A vereadora afirmou que o Senado será um espaço crucial para impedir retrocessos e garantir estabilidade institucional, principalmente como mulher negra.
Segundo ela, setores conservadores têm buscado ocupar cadeiras estratégicas para influenciar pautas como a PEC da Blindagem e outras discussões.
“Eu decidi estar nesse processo da candidatura ao Senado por entender que a gente vai ter um desafio em 2026 com esse avanço do bolsonarismo”, disse Jô Cavalcanti.
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Ela completou que a disputa é estratégica para o governo federal: “Para o presidente ter liberdade de governar, a gente tem que ocupar as casas legislativas.”
Além do componente político, Jô enfatizou a necessidade de transformar a composição do Senado, que ela classifica como um dos espaços mais elitizados da República. Ela afirma que quer um Senado de mulheres negras.
A ‘oposição independente’ da vereadora
Ao ser perguntada sobre o cenário local, Jô Cavalcanti declarou que sua atuação não se alinha nem ao campo governista nem à oposição tradicional na Câmara do Recife. Ela se classificou como “oposição independente”, destacando que sua postura é programática e orientada por pautas sociais.
“Eu sou uma oposição programática, propositiva. Não adianta ser oposição só para bater. A gente traz propostas”, afirmou.
A vereadora também disse que, por defender pautas ligadas às periferias e movimentos sociais, recebe ataques tanto da base do prefeito João Campos quanto de vereadores que compõem a oposição mais conservadora.
Porém afirma que sua crítica a João Campos se concentra na desigualdade social e na falta de diálogo com comunidades afetadas por obras e desapropriações.
Além disso, Jô criticou a prática de enviar projetos em regime de urgência para votação sem tempo hábil de análise. “Esse é um problema que a gente vem discutindo na casa. A gente precisa ter um tempo para se debruçar nos projetos”, conta.

“Minha oposição é programática, propositiva. A gente traz propostas”, afirma a vereadora – Junior Souza/JC Imagem
Feminicídio, periferias e políticas públicas
Um dos temas centrais da entrevista foi a política de moradia, principalmente por sua trajetória como uma mulher do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Jô citou o caso da Ocupação Oito de Março, na Zona Sul do Recife, e criticou a falta de diálogo da prefeitura em processos de desapropriação.
Segundo ela, famílias são removidas sem garantia de destino e sem participação nas decisões. Ela conta que ‘são 150 famílias naquele terreno [Ocupação Oito de Março] e a gestão não quer dar um pontapé”, afirmou.
A vereadora destacou que qualquer projeto urbanístico precisa de construção coletiva e que “não adianta a política vir de cima para baixo; tem que ter participação popular.”
Já quando questionada sobre segurança pública e o debate em torno de projetos punitivistas, ela defendeu que o Estado precisa atuar antes da violência de fato acontecer e se agravar.
Em sua opinião, é preciso ampliar a prevenção, fortalecer delegacias especializadas, garantir atendimento por policiais mulheres e investir em educação de base, afirmando que o acolhimento às mulheres ainda é precário.
Atuação como vereadora e legado do mandato coletivo Juntas
Na parte final da entrevista, Jô falou sobre seu cotidiano na Câmara e o funcionamento de seu gabinete. Ela disse que mantém núcleos territoriais e que seu mandato presta contas continuamente às comunidades. “Reunião tem que ser com a população. Não faço reunião sozinha”, explicou.
A vereadora também relembrou sua trajetória como co-deputada do mandato coletivo Juntas, defendendo que a experiência foi responsável por formar novas lideranças e por colocar mulheres negras, periféricas e LGBTQIA+ em posições de protagonismo político.
“Deu certo o mandato coletivo. No Brasil todo, hoje, tem mandato coletivo”, afirmou.
Ela encerrou reforçando que sua candidatura ao Senado busca ampliar esse movimento. Para ela, ‘a representação do povo tem que ser diversa’ e que é fundamental ‘ter diversidade na política‘. “Sem nossa participação, não é soberano”, finalizou.
ENTREVISTA COM JÔ CAVALCANTI | VIDEOCAST CENA POLÍTICA #50



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