Entidades divergem sobre ligação do evento com Bolsonaro e outros motivos da greve. Além disso, nem todas as associações apoiam a paralisação
Cristiane Ribeiro
Publicado em 03/12/2025 às 14:10
| Atualizado em 03/12/2025 às 14:15
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Caminhoneiros de diversas regiões do país organizam uma paralisação nacional prevista para quinta-feira (4). A categoria está dividida entre os que promovem o movimento em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e os que cobram exclusivamente por melhorias nas condições de trabalho.
Paralisação é em defesa de Bolsonaro?
Em vídeo publicado nas redes, o desembargador aposentado Sebastião Coelho e o representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, mostraram que protocolaram uma ação para dar respaldo jurídico à paralisação.
Em outro vídeo, Coelho diz que o objetivo da paralisação é “a anistia. Anistia ampla, geral e irrestrita para todos do 8 de Janeiro e para o presidente Bolsonaro, que representa todos. Qual é o destinatário dessa paralisação? O Congresso Nacional, que está de costas para o povo brasileiro”.
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O ex-magistrado ainda orientou que os serviços essenciais, como bombeiros, hospitais e ambulâncias, não devem parar, mas que outros setores da categoria devem aderir à paralisação de forma setorial.
Discordância entre caminhoneiros
Apesar das articulações em defesa de Bolsonaro, representantes da categoria afirmam que o movimento principal não tem caráter partidário. Ao Metrópoles, o caminhoneiro Daniel Souza, influenciador e um dos líderes da greve de 2018, disse que a paralisação visa reivindicar melhorias nas condições de trabalho e segurança da classe.
“A realidade dos caminhoneiros está precária: baixa remuneração, leis que não conseguimos cumprir por falta de estrutura, falta de segurança nas rodovias… O respeito com a nossa classe acabou”, declarou.
Entre os pleitos estão estabilidade contratual, cumprimento das leis, reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e aposentadoria especial de 25 anos comprovados com recolhimento ou documento fiscal.
Entidades e caminhoneiros contrários
Nem todas as associações apoiam a paralisação. A Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral de São Paulo (Fetrabens) divulgou nota oficial afirmando que não participa, não convoca e não tem deliberação sobre a greve relacionada à situação jurídica de Bolsonaro.
“Temos conhecimento de manifestações individuais e espontâneas de alguns transportadores autônomos que circulam nas redes sociais. Contudo, reforçamos que tais atos não são organizados, apoiados ou estimulados por esta entidade, tratando-se exclusivamente de iniciativas particulares”, afirma a Fetrabens.
Na Baixada Santista, o presidente da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS), Marcelo Paz, também criticou a paralisação. “Não chamaram assembleia, não houve votação. […] Para se ter uma movimentação dessas, precisa haver diálogo, assembleia e votação”, disse.
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