A data cristã se espalhou entre os povos do mundo como símbolo de sentidos que fundam e transcendem as religiões – e não podem ser perdidos
Publicado em 25/12/2024 às 0:00
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Fraternidade, generosidade, solidariedade e empatia estão entre as atitudes celebradas e solicitadas na época natalina, que culminam na reflexão provocada pela data especial para os católicos. A tradição de povos antigos, anteriores ao cristianismo, veio se consolidar na base cultural cristã, espalhando valores que transcendem fronteiras e aproximam a humanidade de si mesma – e do planeta que nos abriga, já que também traz sentidos de conexão com a natureza e com o universo muito além do ser humano, no tempo e no espaço.
Valores que não podem ser perder na dureza de épocas marcadas pela violência, pela desnaturação, pela apologia da mentira, de guerras e da morte, como a época em que habitamos. Está correto o Papa Francisco, ao insistir na necessidade de compaixão com a população de Gaza, ou de sensatez diante da insanidade patrocinada por bilhões de dólares que pagam pela cara tecnologia da destruição em conflitos de ódio, intolerância e sede de poder acontecendo neste instante no mundo.
Antes da convivência em família e com os amigos, o Natal é um convite a enxergar o outro não tão próximo – e tampouco distante. O outro – diferente e igual, vulnerável e resistente. Um exercício de alteridade que prega o agir solidário, além da mera observação da realidade excludente e desigual. Não por acaso, o Natal é ritual coletivo, embora não se afaste da introspecção da fé. O espírito natalino há de ser includente, igualitário, desfocado dos egos e indutor de laços, ou não é Natal. Que não seja, porém, altruísmo de ocasião, e sim, elo fortalecedor da comunhão entre as pessoas e entre os humanos e todos os seres viventes.
Outro valor imprescindível é a capacidade para a pausa que se projeta para trás e para frente no tempo. Na esquina dos últimos dias de cada ano, somos levados a reminiscências e sonhos. O Cristo na manjedoura é imagem que remete à simplicidade no reconhecimento do que importa, e à humildade de se saber parte de algo indefinível na matéria, na palavra ou qualquer tipo de acúmulo – inclusive e especialmente o temporal. “Então é Natal – e o que você fez?”, perguntou John Lennon. A data provoca um balanço, um ajuste de contas interno, que se prolonga à espécie e aos contemporâneos. O que fizemos, o que estamos fazendo de nossas vidas, individual e coletivamente – o que fazemos juntos.
Esses e outros valores cultivados no Natal, independente da crença, são princípios humanizadores a nos acompanhar em antiga jornada. Deles brotam os sonhos, passados e presentes, desenhando o futuro que não cabe esquecer. Pois no íntimo da essência humana reside, ainda, a fagulha do futuro que há de vir, na forma de indignação, inquietude ou desejo de mudança. Afinal, o Natal é nascimento, e o nascimento é primordial transformação que surge afetando tudo ao redor. A esperança também se encontra na ceia simbólica do Natal: a potência de um mundo melhor está em nós, se formos o que podemos ser.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2607269536.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/cavalgada-no-sitio-recanto.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2607269536.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)



