Val Kilmer, ator de “Top Gun” (1986), “The Doors” (1991) e “Batman Eternamente” (1995), morreu nesta terça-feira (1º), aos 65 anos, por complicações de uma pneumonia.
Kilmer foi um dos maiores nomes de Hollywood nos anos 80 e 90. Apesar do status de astro, ele tinha uma fama de “difícil” e esteve envolvido em polêmicas e casos curiosos.
Conheça mais sobre alguns dos acontecimentos peculiares da vida de Val Kilmer abaixo:
Soco durante teste
A atriz Caitlin O’Heaney afirmou ao portal Buzzfeed, em 2017, que Kilmer a agrediu durante um teste para o filme “The Doors”, dirigido por Oliver Stone.
Segundo ela, a cena tinha uma discussão, mas o ator lhe deu um soco. “Quando eu cheguei à sala, Val Kilmer me pegou e me apertou, me jogando no chão”. Stone teria só rido da cena.
A produção do filme então teria oferecido um acordo de confidencialidade de quase US$ 25 mil para a atriz. O advogado de Kilmer e Stone classificou o ocorrido como um “acidente de trabalho”.
Escravo do amor
Em seu livro de memórias, “I’m Your Huckleberry”, Kilmer declara: “Fui escravo do amor”. O ator teve uma série de relacionamentos, como Cher, que ele conheceu quando estudava em Nova York, aos 22 anos, e logo se mudou com a cantora de 35 para Las Vegas.
Segundo a cantora, o relacionamento não funcionou porque ambos eram “machos alfa”. Mas, mesmo quarenta anos depois, continuaram como amigos.
Outro relacionamento célebre foi com Michelle Pfeiffer, que foi a “musa inspiradora” de seu livro de poemas, “My Edens After Burns”. Apesar do ator reiterar seu afeto pela atriz, ele confessou que o romance não poderia continuar porque estava apaixonado pela irmã mais nova de Pfeiffer.
Michael Douglas
Um dos embates mais recentes de Kilmer foi em 2016, com seu ex-colega de elenco em “A Sombra e a Escuridão” (1996), Michael Douglas.
Douglas divulou que Kilmer estava com câncer –algo que ele negou publicamente, apesar de ser verdade. Ele queria manter o tratamento que fazia para combater a doença em segredo.
“Eu amo Michael Douglas, mas ele está desinformado”, afirmou, na época. “A última vez em que falei com ele foi há quase dois anos, quando pedi uma referência de especialista para analisar um nódulo na minha garganta. Acabei usando uma equipe da Universidade da Califórnia e não tenho nenhum tipo de câncer”, disse, em uma entrevista coletiva feita em Londres, em 2016.
Kilmer foi casado por oito anos com Joanne Whalley, colega de elenco de “Willow – Na Terra da Magia” (1988), com quem teve dois filhos. O matrimônio foi selado em 1985, e o casal passou a lua de mel em uma ilha no Taiti pertencente a Marlon Brando, mentor do ator.
Quando o relacionamento acabou, Kilmer acusou a ex-mulher de impedi-lo de ter contato com seus filhos durante parte da infância e adolescência deles.
Mas, segundo Whalley, foi Kilmer quem abandonou a família, e ela inclusive precisou recorrer à Justiça para que ele se responsabilizasse financeiramente. Ela disse, ainda, que precisou morar temporariamente em hotéis e na casa de amigos, pois não tinha onde viver.
Reputação de grosseiro
Em 1996, Val Kilmer saiu na capa da revista Entertainment Weekly. O artigo era intitulado “O homem que Hollywood adora odiar”.
O ator Robert Downey Jr., que participou de “Kiss Kiss Bang Bang” (2005) com Kilmer, disse que não suportava-o quando se conheceram, mas que se tornaram grandes amigos. Mesmo depois disso, ele considerava o ator “cronicamente excêntrico”.
Oliver Stone, diretor de “The Doors” e “Alexandre, O Grande“, defendeu o ator. “Ele ofendeu as pessoas por ser difícil de entender”, disse
Já Joel Schumacher, que dirigiu Kilmer em “Batman Eternamente”, disse que Kilmer era “o homem mais psicologicamente perturbado” com quem havia trabalhado, apesar de elogiar a performance do ator.
“As ferramentas que usei ao trabalhar com ele –ferramentas de comunicação, paciência e compreensão– foram as mesmas que uso com meu afilhado de 5 anos. Val não é apenas nervoso. Acho que ele precisa de ajuda”, afirmou o cineasta.
‘A Ilha de Dr. Moreau’
O longa de 1996, estrelado junto ao mentor de Kilmer, Marlon Brando, envolveu uma série de disputa entre os dois atores e os diretores, Richard Stanley e John Frankenheimer.
O filme é uma adaptação de um romance de H. G. Wells. O papel principal seria de Bruce Willis, e Brando seria Dr. Moreau, um cientista louco que realizava experimentos sinistros em uma ilha. Entretanto, Willis desistiu do projeto, e Kilmer ocupou seu lugar.
Kilmer disse que só poderia trabalhar em 60% dos dias de gravação para seu papel, o que levou os diretores a mudarem seu personagem do protagonista para um coadjuvante. O ator teria criado um clima de tensão insustentável no set, o que fez com que o diretor, Stanley, fosse demitido após três dias de filmagem.
Stanley foi substituído por John Frankenheimer, que reescreveu parte do roteiro. O filme foi realizado, mas o estilo do diretor não era compatível com a equipe técnica contratada por Stanley.
Frankenheimer, Kilmer e Brando discordavam sobre o andamento do filme, e Kilmer se recusava a ler falas das quais não gostava. O diretor afirmou, após: “Mesmo se eu dirigisse um filme chamado ‘A Vida de Val Kilmer’, eu não teria aquele idiota nele”.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2608739105.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609777995.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609798488.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2608739105.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)



