Vacina nacional contra dengue avança: cidades-piloto iniciam imunização e fevereiro marca expansão

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Vacina nacional contra dengue avança: cidades-piloto iniciam imunização e fevereiro marca expansão


Município paulista é o terceiro a integrar a estratégia piloto do Ministério da Saúde, que já está em andamento em Maranguape (CE) e Nova Lima (MG)



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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu início neste domingo (18), em Botucatu (SP), à vacinação contra a dengue com a primeira vacina 100% nacional e de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Com o início da vacinação em massa nesses municípios, o Ministério da Saúde anunciou que, a partir de fevereiro, a imunização com a vacina do Butantan será ampliada para profissionais da Atenção Primária à Saúde.

Cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a médicos, enfermeiros e agentes comunitários que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a disponibilidade do novo lote do imunizante.

O município de Botucatu é o terceiro a integrar a estratégia piloto do Ministério da Saúde, que já está em andamento em Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com o objetivo de avaliar o impacto da imunização na redução da transmissão da doença antes da expansão para todo o País. 

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Nos municípios-piloto, a população de 15 a 59 anos começou a ser convocada para se vacinar nas Unidades Básicas de Saúde e em pontos estratégicos definidos pelas prefeituras.

Segundo o ministro, a meta é alcançar uma cobertura vacinal entre 40% e 50% da população-alvo. “Além da proteção individual, esse patamar pode gerar um impacto significativo no controle da dengue em toda a cidade”, afirmou Padilha.


Rafael Nascimento/MS

Em Maranguape, no Ceará, ministério realizou ação de vacinação contra a dengue, com imunizante produzido pelo Instituto Butantan – Rafael Nascimento/MS

O exemplo de Botucatu

A escolha de Botucatu reforça o histórico do município como referência em estudos de efetividade vacinal. Durante a pandemia de covid-19, a cidade já participou de pesquisas semelhantes, contribuindo para a avaliação de estratégias de vacinação em larga escala no Brasil.

Incidência de dengue nos municípios-piloto

Ao longo de um ano, especialistas vão acompanhar a incidência da dengue nos três municípios selecionados, além de monitorar possíveis eventos adversos raros após a imunização. A metodologia segue o modelo adotado anteriormente em estudos conduzidos no município paulista.

Nesta primeira etapa, serão distribuídas 204,1 mil doses da vacina Butantan-DV: 80 mil para Botucatu, 60,1 mil para Maranguape e 64 mil para Nova Lima.

O volume faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas inicialmente pelo Instituto Butantan e é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades.

Vacina para todos de 10 a 14 anos no Brasil

Para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, segue disponível a vacina japonesa, aplicada em duas doses. Inicialmente restrita a 2,1 mil municípios prioritários, a imunização foi ampliada e hoje está disponível em todo o País.

De 15 a 59 anos

Já a vacina do Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme os limites estabelecidos em bula e regulamentados pela Anvisa.

Considerada o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue, a Butantan-DV protege contra os quatro sorotipos do vírus. Estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalizações.

Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a oferecer vacina contra a dengue em um sistema público de saúde. Atualmente, o SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes exclusivamente nas Unidades Básicas de Saúde.

Apesar da queda expressiva nos números da doença, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de manter as ações de prevenção. Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024, passando de 6,5 milhões para 1,7 milhão de registros prováveis. O número de mortes também recuou 72%, de 6,3 mil para 1,7 mil óbitos.

Segundo a pasta, a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti continua a ser a principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika.

A vacinação, reforça o ministério, é uma estratégia complementar às ações de controle vetorial, uso de inseticidas e outras tecnologias de vigilância.





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