O bloco ainda aguarda confirmação do TSE, mas já tem rachas em Pernambuco, Paraíba e Paraná. Além de conflitos em vários outros estados.
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A federação União Progressista nasceu como um projeto ambicioso que promete unir duas das maiores forças políticas do país. São sete governadores, 1.343 prefeitos, 14 senadores, 111 deputados federais, 186 deputados estaduais e mais de 12 mil vereadores distribuídos pelo país, uma estrutura que impressiona pela dimensão e que explica o impacto imediato da federação no tabuleiro político nacional.
A ironia é que, antes mesmo de existir formalmente, ela já expõe suas fragilidades. O nome sugere modernidade e convergência, mas o que se vê é um bloco conservador e profundamente dividido, incapaz de construir um caminho pacífico para 2026.
A proposta de unir PP e União Brasil criou expectativa pela força numérica que carrega. Mas números grandes não resolvem a contradição de fundo. E até pioram a situação. Quanto mais interesses diferentes você precisa administrar, mais complicado é evitar o caos.
E tem o problema de base, o próprio nome. Nada na federação é progressista e pouco nela é união. Os dois partidos são de centro-direita, com bases ideológicas consolidadas, e historicamente carregam disputas internas que enfraquecem qualquer tentativa de centralização.
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A desunião nos estados
Os conflitos estaduais mostram que a federação não nasceu para unir, e sim para amplificar brigas já existentes. Paraíba, Pernambuco e Paraná são exemplo disso.
Na Paraíba, por exemplo, três projetos de governo se chocam sem possibilidade real de convivência. Cícero Lucena, que é prefeito da capital, estava no PP e precisou ir ao MDB para ser candidato ao governo, porque o PP quer lançar Lucas Ribeiro (PP), vice-governador. No União Brasil, Efraim Filho conseguiu o apoio de Michelle Bolsonaro (PL) e quer disputar o governo também. Os projetos são incompatíveis e racham os grupos que formam a federação por lá.
Os três que brigam são exatamente os que estão melhores nas pesquisas. Cícero lidera, seguido por Lucas em segundo e Efraim em terceiro. Vai dar confusão.
Pernambuco
Em Pernambuco o clima é menos belicoso, mas também não há uma trilha pacífica pela frente. A disputa em torno do Senado explicita a fragmentação política. Eduardo da Fonte (PP) está alinhado à governadora Raquel Lyra (PSD) enquanto Miguel Coelho (União) circula no campo de João Campos (PSB).
A regra que diz que o PP comanda o estado pode até estar sendo colocada de lado por enquanto, com todos fazendo discursos de harmonia e entendimento. Mas quando for necessário decidir, pode haver problema.
Mesmo dentro dos partidos, antes da federação ser oficializada, já existem dúvidas entre os membros. Há quem dê como certo, por exemplo, que o deputado Mendonça Filho (União) deve ir para o PSD.
O caso Moro
No Paraná, o veto do PP à candidatura de Sergio Moro (União) mostra que a federação não tem comando central. Ele lidera a pesquisa, mas o PP avisou que é impossível liberar para que ele seja candidato.
A rejeição a um nome competitivo, com chances de assumir um governo importante como o do Paraná, expõe um pacto nacional frágil, incapaz de se impor sobre diretórios estaduais.
Quando a legenda que deveria compor uma união nacional veta um dos quadros mais conhecidos do parceiro, significa que a federação não funciona nem no plano simbólico.
O papel do TSE
A expectativa pelo aval do Tribunal Superior Eleitoral, vale lembrar, é apenas uma etapa burocrática. O tribunal homologa a estrutura, mas não soluciona divergências políticas. Nada do que está dividido hoje será recomposto por uma decisão administrativa. A federação seguirá com os mesmos impasses mesmo após ser oficializada, a não ser que um “freio de arrumação” seja dado.
Lugar onde todo mundo manda, vira bagunça. Até hoje, por exemplo, nunca ficou muito claro quem tem o comando nacional se é o União Brasil ou o PP. Por mais que tentem dividir o bastão, é necessário muito pouco para provocar todo tipo de insatisfação.
As outras federações
O histórico recente mostra que federações só funcionam quando há coerência ideológica e disciplina partidária. Um dos partidos tem que, literalmente, mandar nos outros. A federação Brasil da Esperança, por exemplo, que reúne PT, PCdoB e PV, permanece sólida porque compartilha projeto político e quem manda são os petistas. Os outros pegam carona.
A federação PSOL/Rede é outra que tem muitos conflitos mas acaba sobrevivendo por causa da definição que os integrantes deram ao bloco, parecida com a de uma empresa. Cada partido tem uma quantidade de ações, de acordo com o tamanho político regional ou nacional, e o majoritário tem a palavra final.
Já o bloco do PSDB com o Cidadania não resistiu. Exatamente porque os dois partidos enfrentaram tantas divisões internas nos últimos anos que a única coisa a compartilhar passou a ser o próprio encolhimento.
O União Progressista reproduz este último modelo, um ajuntamento que tenta somar força eleitoral sem somar identidade e com liderança difusa.



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