Uma ‘lata de leite’ chamada FGTS a qual todo populista recorre no aperto

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Uma ‘lata de leite’ chamada FGTS a qual todo populista recorre no aperto


Não tem a ver com esquerda e direita e não tem a ver com partido político. A questão é o populismo. Tanto que Bolsonaro (PL) fez e Lula (PT) faz.


Publicado em 25/02/2025 às 20:00



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O FGTS está sendo tratado, e não é de hoje, como a lata de leite onde a vovó guarda suas economias da aposentadoria, mas vive sendo usada pelo neto gastador que deveria cuidar dela. O sujeito, irresponsável com o orçamento e sem um tostão no bolso no meio do mês, começa a ser cobrado para fazer a feira no supermercado. Daí, recorre à “lata de leite” da avó e posa como solução, quando está apenas aprofundando o problema.

Todos

Não tem a ver com esquerda e direita e não tem a ver com partido político. A questão é o populismo. Tanto que Bolsonaro (PL) fez isso em seu governo e Lula (PT) faz o mesmo agora que governa o país. O ex-gestor criou o saque aniversário, mas deixou lá uma trava para evitar que o fundo, importante na construção de habitações populares, ficasse desfalcado. Na época, a medida foi criticada pelo setor de construção civil, o Brasil reduziu a construção de habitações para a baixa renda quando trocou o “Minha Casa Minha Vida” por um “Casa Verde Amarela” que nunca decolou.

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Popular

Mas a medida deu popularidade ao combalido presidente Bolsonaro que pretendia buscar a reeleição e estava com a rejeição altíssima em plena pandemia. Com a possibilidade de contar com um dinheiro que boa parte dos trabalhadores nem sabe que lhe pertence, todo mundo ficou feliz. Com o tempo, além do saque aniversário, bancos foram liberados para usar esse dinheiro como garantia para empréstimos, com os juros altos do mercado.

O problema era a tal da trava. Quem sacasse o dinheiro no mês de aniversário não poderia receber o equivalente à rescisão quando fosse demitido do emprego. E para abrir mão do saque aniversário é necessário esperar dois anos.

Pensando bem

Lula fez campanha com críticas a Bolsonaro também nesse ponto. Reclamava que o adversário “usava o dinheiro do povo” para ganhar popularidade e quando fosse presidente iria resolver. Assim que assumiu, seu ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), começou a dar entrevistas na direção de cumprir a promessa do chefe. Primeiro disse que recebeu aval para isso, depois foi desautorizado. O Palácio do Planalto mandou ele ficar quieto, e nunca mais se tocou no assunto.

O fato é que o saque aniversário é popular e cortar os empréstimos poderia abrir uma crise. Mas a popularidade de Lula foi caindo, por vários outros motivos e a equipe foi provocada a encontrar uma solução. Lembraram da “lata de leite”.

Distribuindo

Longe de acabar com as retiradas do FGTS, como dizia Marinho, agora a proposta de Lula é ampliá-las. Primeiro ele deve assinar nos próximos dias uma medida provisória liberando o saque do valor total do FGTS para quem foi demitido e ficou com o dinheiro preso porque já estava retirando ele pelo Saque Aniversário. Aquela trava que Bolsonaro foi obrigado a deixar vai cair.

Depois, já há um acordo para anunciar nos próximos dias a liberação de empréstimos consignados para trabalhadores CLT. O leitor atento já sabe qual será a garantia? Isso mesmo, o FGTS.

Lata de leite

É ridículo que um país com as potencialidades do Brasil precise recorrer com essa constância vergonhosa a um dinheiro que já não rende quase nada e é depositado de forma compulsória. Acontece assim porque temos a junção de gestores populistas, governos incompetentes e crise de sistema político. Basta um aperto econômico para desencadear o aperto popular. E recuperar a popularidade depende de distribuir dinheiro.

Em crise, a fonte para essa distribuição acaba sendo a reserva do trabalhador.

Galinha gorda

E o mais preocupante é a possibilidade de que isso não tenha efeito prático na economia, nem na popularidade de Lula. Porque a estimativa é que a primeira medida, de liberar o FGTS de quem foi demitido com as travas criadas na gestão Bolsonaro, injetem cerca de R$ 12 bilhões na praça. Não é suficiente para aquecer o mercado, não vai salvar a popularidade de Lula e vai prejudicar o aporte ao setor de construção de moradias populares.

Esse é um problema das medidas populistas do tipo voo de galinha: primeiro alguns acham que ganham. E, no fim, todos perdem.





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