Nosso saudoso Josué, para quem os ingredientes da paz eram o pão e o amor, é o imenso orgulho de Pernambuco e um dos maiores intelectuais do País
Publicado em 04/11/2024 às 0:00
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Pedimos convictos sim, uma estátua para Josué da paz! Em honra de um recifense que é até hoje referência da ciência, da medicina e da paz. Nosso saudoso Josué, para quem os ingredientes da paz eram o pão e o amor, é o imenso orgulho de Pernambuco. Esse brasileiro reconhecido como um dos maiores intelectuais e pacifistas da sua época, indicado tanto para o Nobel de Medicina como para o Nobel da Paz. Josué de Castro era médico, nutrólogo, cientista, geógrafo, político. Nordestino, nascido em cinco de setembro de 1908 e que, ao final de sua vida, acometido de tristeza, morreu na capital francesa em 1973.
Apesar de sua grandeza, não pode antes do descanso eterno ver seu querido torrão natal. Josué impedido de voltar, foi recebido pela França, morou em Paris de 1964 a 1973, onde lá lecionou na Sorbonne até sua morte. Para aqueles que não sabem, Josué morreu de tristeza, banzo, como denunciaram inúmeros amigos cientistas, escritores e intelectuais, nunca pode voltar ao Brasil. Josué Apolônio de Castro era um polímata (que conhece muitas ciências). Um cérebro transdisciplinar ao ver de Jean Piaget. Escreveu livros notáveis sobre o problema da fome no Brasil, a GEOGRAFIA DA FOME e da mesma mazela no mundo, a GEOPOLÍTICA DA FOME. Menino que viveu, conheceu e se encantou pelos mangues do Recife, esse eterno garoto cativante e preocupado com sua gente, seu ambiente e os demais, a ecologia do mundo. Certamente, os primórdios do conceito da Origem Desenvolvimentista da Saúde e da Doença tem relação com o pensamento de Castro.
Josué merece mais do que uma estátua em nosso Recife amado, merece sim, sua história contada em cada sala de aula do Brasil. Ele sabia, e por sua conta, todos nós hoje sabemos, que a fome e a pobreza são criações humanas. Nenhum ser humano, segundo nosso Josué, é imanentemente fadado a ter fome. A Unidade de Estudos em Nutrição e Plasticidade Fenotípica da UFPE, coordenada pela Dra. Ana Elisa Toscano, tem incentivado o estudo sobre a contribuição científica e fisiológica de Josué de Castro.
A Academia Pernambucana de Ciências se junta a médicos, geógrafos, nutricionistas, cidadãos, tantas pessoas de valor que reconhecem em Josué de Castro um exemplo de pernambucanidade, sentimento que se tornou universal através de seus ideais humanos. Outro pernambucano que apoia essa iniciativa é o historiador Dr. Hélder Remígio, biógrafo profundo de Josué, que detalhou com acurácia, a riquíssima biografia, no livro intitulado: “Josué de Castro, um pequeno pedaço do incomensurável”. Vamos juntos com todos os pernambucanos amantes da ciência erigir Uma Estátua para Josué da Paz!
Raul Manhães de Castro, Médico, Professor Emérito da UFPE e membro da Academia Pernambucana de Ciências

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