Quase 80% das ocorrências de sinistros de trânsito atendidas pelo Corpo de Bombeiros em 2024 na segunda maior capital do País envolviam motos
Publicado em 10/03/2025 às 10:13
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Não é só na Região Metropolitana do Recife que o número de vítimas de quedas e colisões com motocicletas tem explodido desde a implementação do serviço de Uber e 99 Moto, além do crescimento dos deliverys. O cenário também é assustador na segunda maior capital do País, o Rio de Janeiro.
Estatísticas do Corpo de Bombeiros, divulgadas neste domingo (9/3) pelo jornal O Globo, revelam que três em cada quatro ocorrências de trânsito (77%) atendidas pela corporação em 2024 na cidade do Rio envolveram motos.
Ou seja, do total de 27.161 registros, 20.877 tinham ocupantes de motos (condutores e passageiros) envolvidos. Esse número seria equivalente a afirmar que a cada 25 minutos acontece um sinistro de trânsito (não é mais acidente de trânsito que se define, segundo o CTB e a ABNT) com motos nas ruas e avenidas da Cidade Maravilhosa.
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FROTA AINDA PEQUENA, MAS ESTRAGOS GIGANTES
O estrago promovido pela má condução de motocicletas – estimulado pelo crescimento dos serviços de transporte de passageiros com motos, como Uber e 99 Moto – é ainda mais evidente quando se considera a dimensão da frota sobre duas rodas na cidade.

Até mesmo o uso de capacetes pelos passageiros é relativizado por algumas empresas, que chegam a informar no site ser apenas ‘recomendado’ que o passageiro use o capacete, mas que o condutor não é obrigado a disponibilizá-lo – JC IMAGEM
Também segundo a reportagem, enquanto 77% dos sinistros de trânsito envolvem motos, esse tipo de veículo representa apenas 16% do total da frota que circula no Rio.
O dado evidencia o quanto o tráfego sobre duas rodas está vulnerável. Seguindo a mesma proporção, três a cada quatro vítimas (76%) socorridas pelos Bombeiros se envolveram em colisões e quedas com motos: foram 8.028 de um total de 10.531 em 2024.
Os números da rede municipal de saúde do Rio também revelam uma escalada de atendimentos em ocorrências com motocicletas: foram mais de 19 mil em 2024, um acréscimo de 32% em relação a 2023.
COLISÕES EM GERAL AUMENTARAM 18% E COM AS MOTOS SUBIRAM 24%
Enquanto o número de sinistros de trânsito em geral aumentou 18%, entre 2023 e 2024 no Rio de Janeiro, os registros envolvendo motos cresceram 24% no mesmo período. Os dados também apontam que, somando os dois anos, metade das ocorrências com motocicletas são colisões com automóveis. Em segundo lugar, vêm as quedas, seguidas do choque entre duas motos.

Números de vítimas das motos explodiram na segunda maior capital do País – BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
A comparação com os demais veículos de transporte evidencia o tamanho do problema. Em 2024, três em cada cinco atendimentos de vítimas de trânsito na rede municipal de saúde envolveram motocicletas. No ano passado, 38% dos pacientes tinham sofrido queda de moto e 20% haviam se envolvido em choque entre carro e moto.
“Os acidentes (sinistros) com motos também são um problema de saúde pública. Mais de 1.500 pacientes dão entrada nos nossos hospitais com ferimentos por quedas e colisões de moto por mês, sem contar os que não resistem até o momento do socorro e vão a óbito. Precisamos nos adaptar à nova realidade do trânsito. É fundamental uma mobilização entre os diferentes agentes do poder público em torno de novas medidas para proteger a vida e a integridade dos pedestres, passageiros e motociclistas”, alertou, na reportagem do O Globo, o secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz.
SINISTROS COM MOTOS MATAM, MUTILAM E CUSTAM MAIS CARO
Não é novidade afirmar isso, mas vale o reforço. Os sinistros de trânsito com motos são mais letais, mutilam mais e custam muito mais caro à saúde pública e privada. Mesmo quando as vítimas sobrevivem, é provável que os danos sejam irreversíveis, como amputações e outras sequelas permanentes.
No Rio de Janeiro, segundo a mesma reportagem de O Globo, o Hospital Municipal Miguel Couto viu o número de pacientes feridos em sinistros com motos aumentar quase 50% em 2024. Em 2023, foram realizados, em média, 165 atendimentos desse tipo por mês. No ano passado, a média mensal foi de 250 atendimentos.
O diretor da unidade, o ortopedista Cristiano Chame, ainda alertou na reportagem que o grande complicador da explosão de vítimas das motos é o ‘inchaço’ da rede de saúde. “Em épocas de pico, reduzem a capacidade de resposta das unidades a outras demandas importantes, como as cirurgias eletivas (sem urgência, agendadas). As vítimas de motos geralmente tem politraumas e permanecem mais tempo internadas”, alertou.

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