Aumento considerável nos focos de incêndio resulta em mais de 22 milhões de hectares de área atingida pelo fogo em solo brasileiro este ano
Publicado em 12/10/2024 às 0:00
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As nuvens de fumaça das queimadas que invadiram as cidades em boa parte do ano são o sinal visível de uma destruição maciça dos biomas nacionais. De acordo com o INPE, no Monitor do Fogo, 22,38 milhões de hectares foram queimados no território brasileiro nos primeiros nove meses do ano, dos quais mais de 10 milhões apenas no mês de setembro, período tradicionalmente mais propício a esse tipo de fenômeno, por causa do clima seco. No mesmo período no ano passado, a área devastada pelos incêndios não chegou a 9 milhões de hectares.
O aumento das queimadas aponta para um descontrole preocupante, seja no prisma do avanço da instabilidade climática, seja pela notória falta de capacidade de fiscalização e prevenção à geração humana dos focos criminosos. Quase três quartos da área queimada é de vegetação nativa, num prejuízo incalculável para a biodiversidade. O solo ocupado pela agropecuária representa 20% do terreno tomado pelo fogo, a maior parte nos estados do Mato Grosso, do Tocantins e do Pará. Praticamente a metade dos incêndios foi no bioma amazônico, em mais de 11 milhões de hectares. A reserva verde do planeta ficou vermelha e se transformou em cinzas, em larga medida, alertando não apenas os brasileiros, mas todo o planeta.
O agravamento da seca na Amazônia devido às mudanças climáticas responde pela aumento da área queimada, segundo os especialistas. No Cerrado, 8,4 milhões de hectares foram queimados, com a vegetação mais vulnerável aos incêndios, também, nesta época do ano. E no Pantanal, a queima de 1,5 milhão de hectares significou um aumento superior a 2.000% em relação à media no período analisado. Apenas em setembro, 92% dos 318 mil hectares incendiados corresponderam à vegetação nativa. Quase 900 mil hectares de Mata Atlântica foram igualmente perdidos pelo fogo. O Brasil está perdendo vegetação nativa a uma velocidade jamais vista, e com isso, a biodiversidade se compromete, além da qualidade de vida humana, nas proximidades e em cidades muito distantes das queimadas, que sofrem com a poluição carregada pelo vento.
A violência das queimadas não se deve exclusivamente às mudanças climáticas, segundo investigações em curso. Mesmo assim, é fundamental que os governos, em todos os níveis de gestão, se preparem melhor para enfrentar a questão, impedindo que o fogo se alastre nos próximos meses e anos. Das políticas de prevenção transformadas em ação, daqui por diante, dependerá a manutenção dos biomas brasileiros, que parecem à mercê do fogo elevado na estação seca. O Ministério do Meio Ambiente possui instrumentos institucionais para comandar esse processo, mas está faltando coordenação e integração, além de estrutura, para que o trabalho preventivo seja efetivo, não permitindo que o Brasil continue a ser queimado da maneira que temos visto nos últimos meses.
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