Área seca avança no Brasil e põe em evidência o desafio da gestão hídrica, em uma época de altas temperaturas e crescente falta de água
Publicado em 22/03/2025 às 0:00
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Com menos de 5% da capacidade de armazenamento preenchida, a Barragem de Jucazinho, no Agreste pernambucano, é um exemplo do cenário de redução de água na superfície territorial brasileira. Em apenas dois anos, 2023 e 2024, a área seca no país ganhou quase 1 milhão de hectares, o equivalente a duas vezes o tamanho do Distrito Federal, numa tendência que vem desde 2009, segundo o MapBiomas. No ano passado, a área do território nacional ocupada por água ocupava pouco menos de 18 milhões de hectares, 400 mil hectares a menos que em 2023, quando, por sua vez, se observou a perda de 570 mil hectares em relação a 2022. É como se o Brasil estivesse evaporando – numa velocidade agravada pelas mudanças climáticas, com a elevação média da temperatura global batendo recordes nos últimos anos.
A situação de emergência reconhecida em Caruaru devido à estiagem se deve, em larga medida, ao esvaziamento de Jucazinho, localizada em Surubim, que abastece toda a região, incluindo a cidade de Bezerros, onde há residências sem abastecimento de água há dois meses. Uma nova adutora com 3 quilômetros de extensão deverá sair do Rio São Francisco em direção ao sistema adutor de Jucazinho, para minimizar a crise, como o JC-PE noticiou na última quinta-feira. A calamidade hídrica é um martírio de graves e persistentes consequências sobre a saúde humana e de animais, a biodiversidade e a economia das localidades atingidas, como conta a história nordestina.
Para Juliano Schirmbeck, coordenador do MapBiomas, “a dinâmica de ocupação e uso da terra no Brasil, junto com eventos climáticos extremos, está deixando o Brasil mais seco”. Segundo ele, os dados servem como um alerta para “a necessidade de estratégias adaptativas de gestão hídrica e políticas públicas que revertam essa tendência”. Vale para a questão uma dúvida semelhante ao que ocorre no tocante ao aquecimento global: o que nos resta fazer? Como os governos e a sociedade podem interferir na aceleração do processo, verificado em escala planetária, que se desdobra na escassez hídrica em diversos países, até num país extenso e bem servido de lagos e rios, como o nosso?
Entre os biomas no Brasil, o Pantanal apresentou, ano passado, 61% de redução, em comparação com a média histórica da região. A combinação de maior período de secas e expansão dos incêndios vem devastando o Pantanal. Na Amazônia, que concentra 60% das águas no país, a perda foi de 3,6% – somente em um ano. Em reflexo a essas perdas, os estados do Mato Grosso, do Amazonas e do Mato Grosso do Sul foram os mais afetados, tendo, somados, cerca de 840 mil hectares de superfícies líquidas a menos. Mais da metade dos municípios pernambucanos encontra-se em situação de emergência por falta de água na atualidade, numa crise que dificulta o desenvolvimento e castiga a população.
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