Início do julgamento dos envolvidos na suposta tentativa de golpe de Estado e na baderna de 8 de janeiro, em 2023, não interessa só aos brasileiros
JC
Publicado em 02/09/2025 às 0:00
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Mais de 500 jornalistas do Brasil e de outros países foram credenciados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a cobertura das sessões previstas para o julgamento histórico que se inicia nesta terça-feira, em Brasília, na sede da entidade, na Praça dos Três Poderes. A mesma praça que foi alvo de vândalos e defensores de um golpe de Estado, em 8 de janeiro de 2023, nos primeiros dias do governo Lula, após a vitória eleitoral contra Jair Bolsonaro, que não conseguiu a reeleição.
Investigações sobre a suposta tentativa de golpe levaram à detenção de várias pessoas, inclusive à prisão domiciliar do ex-presidente, considerado o mentor do crime contra a democracia. Agora, a segunda turma do STF irá se pronunciar e decidir o destino dos acusados, em um julgamento aguardado pelo meio político, pela população e por observadores internacionais, que enxergam no Brasil um exemplo de defesa das instituições democráticas, contrastante com a realidade nos Estados Unidos de Donald Trump.
Um aparato de segurança singular está a postos nos arredores do STF, e a Praça símbolo da República estará cercada por vigilância e controle de acesso. Não sem razão, pelo olhar da imprensa global. O argentino Clarin ressalta a prevenção que põe Brasília em quarentena nas próximas semanas. Para o Washington Post, dos EUA, o processo contra Bolsonaro é um confronto direto a Trump e ao autoritarismo. O The New York Times destacou o ineditismo como um desafio para o STF, que deverá decidir, antes de mais nada, se irá exercer o poder para punir pela primeira vez um ex-presidente acusado de arquitetar e incitar um golpe. A revista britânica The Economist já havia estampado, há alguns dias, matéria de capa afirmando que o Brasil dá lição de maturidade democrática aos norte-americanos. O espanhol El País sustenta que o julgamento abre contagem regressiva para a família Bolsonaro e a direita brasileira, que irá procurar um sucessor político.
Com o uso do tarifaço como chantagem para o Judiciário brasileiro, o governo Trump acolhe e divulga a versão segundo a qual o Brasil atravessa um momento de obscurantismo. Por vir de quem vem, a narrativa não foi levada a sério nem pela imprensa global, nem por líderes de nações democráticas e organismos internacionais, que enxergam mais as semelhanças de autoritarismo entre Bolsonaro e Trump, do que uma aliança totalitária entre Lula e o STF.
O julgamento que arregala os olhos do planeta e terá consequências para a política no Brasil, e talvez para as bases democráticas em qualquer país, solicita dos juízes do Supremo coragem e bom senso – para que os limites do Estado de Direito não sejam ameaçados, por fora ou por dentro das instituições.
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