Carnaval de Pernambuco tem queda na violência, mas casos como o tiroteio em Olinda, que feriu sete pessoas, ainda preocupam autoridades
Publicado em 06/03/2025 às 14:15
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Pernambuco registrou o Carnaval mais seguro desde 2004, ano em que as estatísticas de segurança começaram a ser computadas no estado. Apesar disso, alguns episódios de violência chamaram a atenção durante os dias de festa.
Um dos casos mais graves ocorreu em Olinda, onde um tiroteio deixou sete pessoas feridas, incluindo uma turista paulista. Além disso, houve a morte de um homem após o desfile do Galo da Madrugada e uma denúncia de agressão policial contra uma publicitária.
Tiroteio em Olinda
Um tiroteio ocorrido em Olinda na última quarta-feira (5), durante o show de João Gomes no palco “Pernambuco Meu País no Carnaval”, resultou em sete feridos, entre eles uma turista de São Paulo, que foi encaminhada para o Hospital da Restauração, onde permanece sob cuidados médicos.
Outras três vítimas foram encaminhadas ao mesmo hospital; duas já receberam alta. As demais vítimas, com ferimentos leves, foram atendidas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tabajara, em Olinda, e também liberadas.
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O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, afirmou que a polícia trabalha para identificar os responsáveis.
“Desde o primeiro momento, determinei prioridade total nesse caso. Das sete pessoas feridas, apenas duas permanecem internadas e estão fora de risco. Equipes da Polícia Civil estão analisando várias imagens, tanto de câmeras no local quanto de fontes abertas em redes sociais”, afirmou.
“Ainda não temos os autores, mas estamos trabalhando nisso para dar uma resposta o quanto antes. Muitas vezes, falar sobre o caso atrapalha a investigação, mas tenham certeza de que está sendo dada toda a prioridade”, garantiu.
Morte após o Galo da Madrugada
Um homem de 32 anos morreu após ser baleado no abdômen próximo à Avenida Sul, após o desfile do Galo da Madrugada. Familiares e amigos da vítima levantaram a suspeita de que o atirador poderia ser um policial militar.
“Temos a versão de familiares da vítima, mas ainda não temos essa certeza. Já ouvimos os policiais que prestaram socorro e estamos trabalhando para confirmar ou descartar essa hipótese”, afirmou o secretário.
“Temos a obrigação de esclarecer esse crime, como todos os outros, e, se for um policial, mais ainda. Determinei prioridade total nesse caso, e as equipes estão trabalhando para dar uma resposta. Toda investigação leva um tempo, mas está sendo tratada com prioridade”, disse.
Denúncia de agressão policial durante o Homem da Meia-noite
Uma publicitária denunciou ter sido agredida por policiais militares durante o desfile do Homem da Meia-Noite, em Olinda. O secretário ressaltou que a identidade do agressor ainda está sendo investigada, pois há dúvidas sobre a participação da Polícia Militar.
“A descrição que ela dá deixa dúvidas se foi efetivamente um policial militar, um guarda civil ou um segurança privado. Ela afirmou que a pessoa passou do cordão de isolamento e entrou na área do bloco. O policial militar não faz policiamento dentro do bloco, apenas na área externa”, explicou.
“Tudo isso está sendo levado em consideração. Mas repito: se foi um policial, ele responderá da mesma forma, pois essa não é a maneira como a Secretaria de Defesa Social trabalha. Sempre respeitamos os direitos humanos”, pontuou.
Prisões por reconhecimento facial
Durante o Carnaval, cinco pessoas foram presas após serem identificadas por câmeras de reconhecimento facial instaladas nos polos de folia.
“Todo reconhecimento facial é submetido a uma segunda análise antes da abordagem. Foram presos dois homicidas e três traficantes. Além disso, dezenas de armas brancas e drogas foram apreendidas antes de entrarem nas áreas da festa”, destacou Carvalho.
Números da segurança no Carnaval
De acordo com dados da Secretaria de Defesa Social, este foi o Carnaval mais seguro em Pernambuco desde 2004, ano em que as estatísticas começaram a ser registradas.
Neste Carnaval, foram registradas 57 mortes violentas intencionais, dez a menos em comparação com o ano anterior. No caso de roubos nos focos de folia, foram 159, uma redução de 5,4% em relação a 2024. Já os furtos chegaram a 1.250, uma redução de 15,5%.
Os casos de violência contra a mulher reduziram 27%, são 496 no total. Cinco prisões foram realizadas através das câmeras com reconhecimento facial, duas por homicídio e três por tráfico de drogas.

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