Turismo internacional em foco

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Turismo internacional em foco


Para atrair 10 milhões de turistas estrangeiros por ano, o país precisa melhorar na proteção do patrimônio natural e histórico, e na infraestrutura


Publicado em 22/10/2024 às 0:00


Quando o visitante de outra nacionalidade chega ao Brasil, pode vir atraído sobretudo pela biodiversidade, pelas paisagens e pela pluralidade cultural que se espalha do Rio Grande do Sul ao Pará e a Pernambuco, passando pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais e a Bahia. Cada região apresenta peculiaridades, e dentro delas, cada estado também conta com variações para o olhar, o paladar e a experiência do turista. Mas antes de aproveitar o encanto de uma das maiores nações do mundo, o viajante espera encontrar condições satisfatórias de estrutura – na hospedagem, na mobilidade, na segurança – além de poder contar histórias de sua passagem por lugares bem preservados e cuidados, seja no ambiente natural, seja nas cidades seculares de um país jovem, em comparação com a formação urbana em outros continentes.
Certamente, um dos maiores potenciais de crescimento econômico do Brasil está no turismo. E a atratividade internacional é fundamental para a tradução desse potencial em ganhos na economia, sobretudo na prestação de serviços que tragam mais empregos e distribuição de renda para os brasileiros. A declaração do ministro da pasta, elevando a expectativa oficial de recepção de 8 milhões para 10 milhões de turistas estrangeiros até 2027, é animadora do ponto de vista da disposição governamental. O reaquecimento das atividades turísticas em todo o planeta, depois da contenção forçada pela pandemia de Covid, demanda de cada país investimentos que permitam e estimulem a chegada de turistas, bem como a sua permanência por maior tempo nos destinos. Se o Brasil estiver fazendo os investimentos necessários, ótimo. Vamos dar boas-vindas a todos e todas.
Nos planos do governo federal, a meta continua sendo atingir 8,1 milhões de turistas até 2027. O ministro Celso Sabino, do Turismo, preferiu revelar otimismo, mencionando que a projeção além da meta é considerada viável pelas equipes de governo. De janeiro a agosto deste ano, os viajantes de fora deixaram no Brasil quase R$ 29 bilhões, volume recorde de recursos em 29 anos, e mais de R$ 3 bilhões a mais do que no mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2024, foram registrados 3,6 milhões de turistas estrangeiros por aqui, e a meta para este ano é de 7 milhões de visitantes – acima dos 6,6 milhões de 2018, o maior número já alcançado.
Há muito trabalho a ser feito pelos governos em todos os níveis, pois é do interesse dos estados e dos municípios o incremento de visitantes de outros países. O abandono do patrimônio histórico, a destruição dos ambientes naturais e até a decadência dos centros das cidades, no Brasil, não contribuem para atrair ninguém. De acordo com o Global Travel Market Repor 2024, o Brasil ocupa a 15ª posição num ranking liderado com folga pelos Estados Unidos, seguidos pela China, o Japão, a Alemanha e a França. A Rússia, a Índia e o México também estão na nossa frente.



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