Ajuda à África do Sul busca corrigir injustiças do período racista do apartheid na África do Sul, quando negros tiveram suas terras confiscadas
Publicado em 08/02/2025 às 14:00
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva na sexta-feira (7), formalizando seu anúncio feito no início da semana de que congelará a assistência à África do Sul devido a uma lei que busca corrigir injustiças do período racista do apartheid no país – uma lei que, segundo a Casa Branca, representa discriminação contra a minoria branca sul-africana.
“Enquanto a África do Sul continuar a apoiar atores malignos no cenário mundial e permitir ataques violentos contra fazendeiros inocentes de uma minoria desfavorecida, os Estados Unidos suspenderão a ajuda e a assistência ao país”, afirmou a Casa Branca em um resumo da ordem. A Casa Branca também informou que Trump anunciará um programa para reassentar fazendeiros brancos sul-africanos e suas famílias como refugiados.
A lei da África do Sul a que Trump está reagindo concede ao governo do país poderes para, em casos específicos, expropriar terras de proprietários. Segundo a Casa Branca, a lei “discrimina descaradamente os africânderes, minoria étnica no país”.
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A Lei de Expropriação foi sancionada no mês passado pelo presidente sul-africano Cyril Ramaphosa e permite que o governo tome posse de terras quando elas não estão sendo utilizadas, quando sua redistribuição for considerada de interesse público, ou em outras situações pontuais.
A medida busca corrigir algumas das injustiças do período racista do apartheid na África do Sul, quando pessoas negras tiveram suas terras confiscadas e foram forçadas a viver em áreas designadas para não brancos.
Elon Musk, aliado próximo de Trump e chefe do novo Departamento de Eficiência Governamental da administração Trump, destacou essa lei em postagens recentes nas redes sociais, classificando-a como uma ameaça à minoria branca da África do Sul. Musk é natural do país africano.
A ordem de Trump também faz referência ao papel da África do Sul na apresentação de acusações de genocídio contra Israel perante a Corte Internacional de Justiça.
A suspensão da ajuda externa ao país ocorre em meio a uma pausa mais ampla na maioria das assistências internacionais dos EUA sob Trump, à medida que ele busca implementar o que chama de política externa “America First” (“América Primeiro”).
As declarações de Trump no início da semana ampliaram a polêmica em torno de uma questão racial delicada e aprofundaram as divisões já acentuadas entre os Estados Unidos e a África do Sul, em virtude das guerras em Gaza e na Ucrânia.
Em uma postagem no Truth Social no domingo, Trump escreveu que a África do Sul “está confiscando terras e tratando certas classes de pessoas MUITO MAL”, em comentários amplamente interpretados como se referindo aos sul-africanos brancos. “Cortarei todos os financiamentos futuros para a África do Sul até que uma investigação completa dessa situação seja concluída!”
Musk também acusou repetidamente o governo da África do Sul de “racismo antibranco”, abordando temas populares entre os grupos de extrema direita nos Estados Unidos.
O governo sul-africano considerou a reforma agrária como um “imperativo moral, social e econômico”, devido à desapropriação sistêmica dos sul-africanos negros durante o apartheid. A primeira auditoria fundiária abrangente do país, realizada em 2017, constatou que a população branca minoritária possuía 72% das fazendas e propriedades agrícolas de propriedade individual. Os cidadãos de raças mistas – oficialmente chamados de negros – possuíam mais 15%, os indianos, 5%, e os africanos, 4%./AP e W.POST.


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