Trump e Zelensky veem avanço nas negociações e marcam nova reunião sobre plano de paz

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Trump e Zelensky veem avanço nas negociações e marcam nova reunião sobre plano de paz


Após telefonema com Putin, presidente dos EUA se reúne com Zelensky para discutir acordo de paz; ucraniano cobra apoio e pressão sobre a Rússia

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Estadão Conteúdo


Publicado em 28/12/2025 às 18:57
| Atualizado em 28/12/2025 às 21:00



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Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodmir Zelensky, disseram neste domingo (28) que as negociações para um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia avançaram, embora tenha reconhecido que ainda não há um entendimento fechado entre as partes. Uma nova reunião entre negociadores ucranianos e americanos, possivelmente com a presença de diplomatas europeus, foi marcada para janeiro.

Trump elogiou o trabalho de seus negociadores e disse acreditar que um acordo possa vir com rapidez. “Vamos ver se conseguimos um acordo, mas está perto”, disse.

Já Zelenski descreveu as conversas como uma ‘ótima discussão sobre todos os tópicos’. Ele disse ainda que os dois lados concordaram com as garantias de segurança americanas para a Ucrânia após o eventual fim da guerra.

A falta de progressos substanciais, aliada ao prosseguimento das negociações, indicam um processo de paz mais longo que o previsto pelo presidente americano.

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Trump deve comunicar o resultado da reunião a Putin, com quem conversou com telefone antes do encontro.

Zelenski voltou a falar publicamente sobre sua expectativa de que o plano de paz está “90%” concluído. Ao ser questionado sobre a avaliação de Zelenski, Trump afirmou que prefere não comentar negociações usando porcentagens.

Antes da reunião, o líder ucraniano reconheceu que alguns pontos permanecem como um entrave nas negociações: as áreas do leste ucraniano ainda em mãos de tropas de Kiev que são desejadas por Putin e a devolução da usina nuclear de Zaporizhizhia, atualmente em mãos russas.

Kiev quer a criação de uma zona desmilitarizada na região de Donetsk como parte de um acordo de paz e o compartilhamento da operação da usina com os Estados Unidos, mas os russos são contra.

Trump, no entanto, disse na entrevista após a reunião que Putin estaria disposto a conversar sobre a questão. “Putin está realmente trabalhando com a Ucrânia para reabrir a usina”, disse Trump. “É um grande passo, considerando que ele não está bombardeando aquela usina.”

Rússia pouco disposta a ceder

Do lado russo, como das últimas vezes, há poucos sinais de compromisso. Yuri Ushakov, principal assessor de política externa de Putin, disse que seu presidente e Trump concordaram que um acordo de paz de longo prazo seria melhor do que o cessar-fogo temporário proposto pelos ucranianos e europeus, mas cobrou de Kiev uma “decisão política corajosa e responsável” em relação ao leste da Ucrânia, o que, na prática, indica que Moscou está pouco disposta a ceder.

Outro sinal cético vindo da Rússia foi dado pelo chanceler Sergei Lavrov. Ele rejeitou a presença de tropas europeias na Ucrânia como parte das garantias de segurança que Kiev exige para não ser invadida novamente. Segundo ele, isso tornaria os soldados europeus “alvos legítimos” da Rússia.

Nos dias que antecederam a reunião, a Rússia intensificou seus ataques à capital da Ucrânia, usando mísseis e drones para atacar Kiev e tentar aumentar a pressão sobre Zelenski.

Trump: talvez acordo de paz ocorra em algumas semanas; se demorar muito, não acontecerá

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 28, após reunião presencial com o ucraniano Volodymyr Zelensky, que talvez, em algumas semanas, o acordo de paz entre Rússia e Ucrânia seja alcançado.

“Se demorar muito mais do que algumas semanas, não vai acontecer e seria uma pena”, ponderou.

O republicano enfatizou diversas vezes que não quer dizer um prazo específico para o acordo, apesar de repetir que acredita que “em algumas semanas” seja possível alcançá-lo.

“Mas também pode dar errado, é possível que o acordo não aconteça, talvez um item possa ser um obstáculo, em uma negociação difícil, muito detalhada”, comentou.

Em outro trecho da coletiva, Trump mencionou que “entre as coisas mais espinhosas para um acordo, está o território que foi tomado”, em referência a Donbass, área ocupada pela Rússia e que contudo, segundo a Constituição pertenceria à Ucrânia.

“Não concordamos com área de livre comércio em Donbass, é questão difícil. Dissemos que Ucrânia terá que ceder Donbass, mas eles sempre quiseram isso”, mencionou.

Ainda assim, o presidente dos EUA mencionou que as nações estão bem próximas de um acordo de paz. “Tivemos discussões sobre todos os assuntos, e isso inclui o presidente russo, Vladimir Putin”, disse, mencionando conversa com Putin que durou mais de duas horas.

Trump e Zelensky também conversaram com autoridades europeias, vide Comissão Europeia, além de França, Finlândia, Polônia, Noruega, Itália, Reino Unido e Alemanha, e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Bem próximo de acordo

A Rússia quer que a Ucrânia seja bem sucedida e vai ajudar na reconstrução do país, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionando, inclusive que o presidente Vladimir Putin deseja preços de energia baixos para a Ucrânia.

Putin tem tido conversas com a Ucrânia para reabrir a usina Zaporizhzhia, que está sob ocupação russa, e “o fato de ele não bombardeá-la é muito importante”, acrescenta Trump.

“Estamos mais próximos de acordo do que jamais estivemos”, avaliou o americano. Trump reiterou que gostaria de ver um acordo de paz fechado, e inclusive se ofereceu a ir ao Parlamento caso ajudasse. Também afirmou que tanto Zelensky quanto Putin desejam acabar com o confronto.

Durante coletiva de imprensa ao lado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, após reunião bilateral em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, neste domingo, 28, Trump mencionou a “honra” em receber Zelensky e teceu o comentário de que espera que o presidente ucraniano tenha gostado da comida. A reunião ocorreu na sala principal do resort de luxo.





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