Primeiras medidas e atitudes do presidente dos Estados Unidos, reposto no cargo pelas urnas, leva apreensão a quem defende conquistas democráticas
Publicado em 23/02/2025 às 0:00
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Com um mandato inteiro pela frente, o magnata Donald Trump, com o apoio de um magnata maior ainda, Elon Musk, faz do seu retorno à Casa Branca um motivo de temor, dentro e fora dos Estados Unidos. Em pouco tempo desde que assumiu, são claros os sinais de autoritarismo e aversão às conquistas democráticas, incluindo valores e direitos que conjugam a liberdade e a pluralidade. Para piorar, a influência política de Trump surge como respaldo para lideranças em outras partes do mundo, inclusive no Brasil, como se o exercício do poder à margem das instituições se transformasse em alternativa ameaçadora, tanto para os norte-americanos, quanto para outras nações.
E a inquietação se amplia quando, por exemplo, vemos por aqui a reação de líderes expressivos, como Jair Bolsonaro, não apenas minimizando como fazendo troça de decisões de órgãos da Justiça. Ao comentar a denúncia da Procuradoria Geral da República que incluiu seu nome numa lista de 33 acusados de participação no planejamento de um golpe, o ex-presidente respondeu grosseiramente, com uma expressão de baixo calão, dias depois lamentada por ele próprio, como uma espécie de deslize verbal.
Em entrevista para Jamil Chade, colunista do UOL, o cientista político Steven Levitsky, autor de “Como as democracias morrem”, afirmou que o estabilishment nos EUA não esperava o autoritarismo de Trump, demonstrado desde que assumiu este ano. “Eleições têm consequências e eleger um personagem autoritário tem consequências para democracia”, disse. “Quando se permite que um personagem autoritário seja eleito, é muito provável que essa pessoa ataque o estado de direito e instituições democráticas. E foi isso que ele fez”.
A lógica é incontornável: líderes autoritários, quando eleitos, buscam fortalecer o autoritarismo, seja atuando frontalmente contra instituições que defendem a democracia, seja tentando invadi-las, dominá-las, para torná-las autoritárias, facilitando a contaminação da democracia através da legitimação oriunda de eleições democráticas. O uso instrumental da democracia por objetivos autoritários não é novidade na história, mas o receio de que isso volte a ocorrer no Ocidente em larga escala vem crescendo, graças à ascensão de Trump.
A ideologia nacionalista ufanista, nos EUA, no Brasil ou em qualquer parte do planeta, põe seus próprios objetivos de poder totalitário acima das instituições, dos direitos individuais e coletivos, e das leis. A disputa entre os fiadores da democracia e seus detratores pode estar no auge, no atual mandato de Trump na Casa Branca – ou apenas no início de um penoso processo de infecção ideológica que se espalha pelo mundo feito pandemia política, cuja única vacina é o voto, após muito estrago ter sido feito, se os demais poderes não conseguirem sustentar o equilíbrio institucional necessário para evitar prejuízos de maior duração para as populações.



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