Trump confirma que EUA fizeram primeiro ataque dentro do território venezuelano

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Trump confirma que EUA fizeram primeiro ataque dentro do território venezuelano


Nicolás Maduro diz que o verdadeiro objetivo das operações dos EUA é forçá-lo a deixar o poder para se apoderar das reservas de petróleo da Venezuela



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Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (29), que os EUA atacaram e destruíram uma zona de atraque de embarcações na costa da Venezuela supostamente usada pelo narcotráfico. Se confirmado pelas agências americanas, este seria o primeiro ataque contra o território venezuelano desde o lançamento da campanha militar contra o narcotráfico na América Latina. O governo americano, porém, não ofereceu detalhes da ação.

“Houve uma grande explosão na área de um cais onde carregam as embarcações com drogas”, disse o presidente americano aos jornalistas ontem, em seu resort de Mar-a-Lago, na Flórida. “Eles carregam os barcos com drogas, então atingimos todos os barcos e agora atingimos a área de distribuição. É onde eles distribuem as drogas. E isso não existe mais”, acrescentou, sem detalhar se era uma operação executada pelas forças armadas ou pela CIA, que recebeu carta branca de Washington para conduzir operações especiais dentro da Venezuela, nem onde exatamente aconteceu a ação.

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Trump deu a declaração nesta segunda após ter sido questionado por jornalistas sobre a entrevista concedida à rádio WABC na sexta-feira, na qual citou o ataque pela primeira vez. Durante uma conversa informal com John Catsimatidis, o bilionário doador republicano e dono da WABC, o presidente apontou que “uma grande instalação” havia sido destruída dois dias antes da conversa.

Depois das declarações, o jornal americano The New York Times procurou o Pentágono e a CIA, mas os dois órgãos disseram que não tinham informações sobre o que ocorreu para compartilhar. A Casa Branca também se recusou a comentar.

O secretário de Defesa Pete Hegseth e as contas de mídia social das forças armadas dos EUA costumam anunciar todos os ataques a embarcações em postagens no perfil X, mas não houve nenhuma publicação sobre qualquer operação a uma instalação nos últimos dias. Também não houve nenhum relato público de ataque por parte do governo venezuelano ou de qualquer outra autoridade da região

Protagonismo

Há meses Trump sugere que pode realizar ataques terrestres na América do Sul, na Venezuela ou possivelmente em outro país, e nas últimas semanas vem dizendo que os EUA iriam além de atingir barcos e atacariam em terra “muito em breve”. A Venezuela ganhou um protagonismo sem precedentes este ano ao se tornar alvo de uma campanha de intimidação do governo americano. Depois de mobilizar mais de 20% de suas tropas para o Caribe sob a justificativa de combater o narcotráfico, não está claro qual a real intenção do governo americano.

O contingente enviado por Washington envolve navios de guerra, o maior porta-aviões do mundo, submarinos nucleares, drones e bombardeiros. Além da intimidação, os EUA realizaram bombardeios em águas internacionais no Mar do Caribe e no leste do Oceano Pacífico sob a alegação de estar mirando traficantes que transportam drogas para Washington. Em 29 ataques realizados desde setembro, pelo menos 105 pessoas morreram. Os ataques foram classificados como execuções extrajudiciais por críticos que afirmam que as forças armadas americanas não têm base legal para operações letais contra civis.


O presidente americano também decidiu bloquear todos os petroleiros sob sanção que operem na Venezuela, resultando no confisco de pelos menos duas embarcações. Washington acusa Caracas de utilizar a venda de petróleo para financiar o “narcoterrorismo, o tráfico de seres humanos, assassinatos e sequestros”.

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, insiste que o verdadeiro objetivo das operações é forçá-lo a deixar o poder para se apoderar das reservas de petróleo do seu país, as maiores do planeta. Ele também é processado nos EUA por seu envolvimento com o narcotráfico. Maduro e Trump chegaram a negociar por telefone possíveis acordos, que não se concretizaram.





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