Transporte coletivo aparece entre os principais problemas apontados pelos recifenses

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Transporte coletivo aparece entre os principais problemas apontados pelos recifenses


Pesquisa “Viver em Recife” aponta que o transporte público figura no topo do ranking de gargalos da capital pernambucana ao lado de segurança e saúde

Por

Roberta Soares


Publicado em 16/03/2026 às 15:10
| Atualizado em 16/03/2026 às 15:22



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A percepção da população sobre a qualidade de vida na cidade revela um alerta importante para a mobilidade urbana do Recife. A pesquisa “Viver em Recife: Qualidade de Vida”, realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Ipec, mostra que o transporte coletivo urbano aparece como o terceiro problema mais citado pelos moradores da capital pernambucana.

Segundo o levantamento, 7% dos entrevistados apontam o transporte público como a principal dificuldade da cidade, ficando atrás apenas da segurança pública (55%) e da saúde (12%). Embora o percentual seja menor que os dois primeiros colocados, o resultado reforça um diagnóstico conhecido por quem depende diariamente de ônibus, metrô e terminais integrados para se deslocar pela Região Metropolitana do Recife.

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MOBILIDADE AINDA COMO GARGALO DA CIDADE


FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

Segundo o levantamento, 7% dos entrevistados apontam o transporte público como a principal dificuldade da cidade, ficando atrás apenas da segurança pública (55%) e da saúde (12%) – FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

O resultado da pesquisa “Viver em Recife: Qualidade de Vida” indica que, apesar de avanços pontuais nos últimos anos, a mobilidade urbana continua sendo um dos gargalos estruturais da capital pernambucana. Problemas como superlotação, longos tempos de espera, viagens demoradas, falta de prioridade viária e infraestrutura precária ainda fazem parte da rotina de milhares de passageiros.

No caso do transporte coletivo por ônibus, o sistema que atende à capital e a todo o Grande Recife, é gerido pelo Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM), responsável pela integração entre linhas, terminais e modais. Mesmo com a implantação de um pouco mais de 50 km de faixas prioritárias ao ônibus (Faixa Azul) e algumas mudanças operacionais ao longo da última década, a percepção dos usuários ainda está distante do ideal.

Nessa avaliação pesa, sem dúvida, a situação de precariedade do Metrô do Recife, que enfrenta anos de redução de orçamento e ausência de investimentos.

IMPACTO DIRETO NA QUALIDADE DE VIDA


Arte

Transporte coletivo aparece entre os principais problemas apontados pelos recifenses (arte produzida por IA com dados apurados pela reportagem) – Arte

A pesquisa aponta, principalmente, que a relação entre mobilidade e qualidade de vida é direta. Em cidades densas e com grandes deslocamentos diários, um transporte público eficiente reduz o tempo perdido no trânsito, melhora o acesso ao trabalho e amplia as oportunidades urbanas.

“Por isso, quando o transporte coletivo aparece entre os principais problemas apontados pela população, o resultado funciona como um termômetro das dificuldades enfrentadas pelos passageiros. A mobilidade, nesse contexto, deixa de ser apenas um tema de infraestrutura e passa a ser uma questão de bem-estar urbano”, alerta a pesquisa.

OUTROS SINAIS DE ALERTA SOBRE A CIDADE

O estudo também traz outros indicadores relevantes sobre a percepção dos moradores do Recife. Um dos dados mais expressivos aponta que 67% dos entrevistados afirmam que deixariam a cidade se tivessem oportunidade.

Apesar das críticas ao transporte, à segurança e à saúde, a percepção sobre a evolução da qualidade de vida na cidade é dividida. 43% dos recifenses acreditam que a qualidade de vida melhorou no último ano, enquanto 37% acham que permaneceu igual e 19% consideram que houve uma piora.

Quanto à administração municipal, o levantamento mostra os seguintes índices:

47% avaliam como ótima ou boa;
34% consideram a gestão regular;
17% classificam como ruim ou péssima.

Outro dado relevante da pesquisa é o baixo engajamento cívico: 60% dos moradores afirmam não ter vontade de participar da vida política da cidade.

A pesquisa ouviu 300 moradores com 16 anos ou mais, em entrevistas realizadas entre 2 e 27 de dezembro de 2024, com margem de erro de seis pontos percentuais e nível de confiança de 95%.





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