Recém-saída de “Vale Tudo“, remake escrito por Manuela Dias que virou fenômeno nas redes, Malu Galli entra em cartaz com “Mulher em Fuga”. A peça adapta “Lutas e Metamorfoses de uma Mulher” e “Monique se Liberta“, do francês Édouard Louis, e traz a atriz no papel de Monique, mãe do escritor.
Em entrevista à Folha, a intérprete de tia Celina, irmã de Odete Roitman, falou sobre a repercussão da novela. “Gosto de brincar que ‘Vale Tudo’ foi igual à seleção brasileira. Todo mundo virou técnico”, disse a artista sobre as ondas de críticas que circularam durante os meses em que a produção ficou no ar.
No palco, Galli contracena com Tiago Martelli, que idealizou o projeto e interpreta o próprio Louis, grande expoente da literatura de autoficção. O espetáculo reúne trechos das obras ao abordar a dinâmica entre o autor e a sua mãe e reflete incômodos provocados pelo lançamento de “Lutas e Metamorfoses”, em 2023.
Na época, Monique se opôs à exposição pública dos dramas pessoais de sua família, mas um ano mais tarde, quando “Monique Se Liberta” chegou às prateleiras, passou a compreender melhor as propostas do filho. Ao comparar o teatro e a televisão, Galli diz que a última minimiza a distância entre artista e público.
Sobre a repercussão do remake de Manuela Dias, ela comenta a falta de cerimônia na televisão. “A TV invade a casa das pessoas. O personagem te vê no meio da sala, no quarto, fazendo sei lá o quê. Surge essa falsa ideia de que ele pertence ao público. É difícil, mas pertence à natureza do nosso trabalho.”
Já no teatro, nas palavras dela, existe um aspecto “mágico”, rituais da relação entre a plateia e quem se apresenta que são preservados. “A pessoa compra o ingresso, se arruma, sai de casa, toma um café, encontra outras pessoas e se senta. São hábitos que dão a ideia de que o teatro pertence a outro lugar.”
Segundo Galli, apesar da associação entre as artes cênicas e a ideia de “alta cultura”, estabelecida com o tempo, as origens do teatro fazem dele “a arte mais popular possível”. “Quando o teatro surgiu, as pessoas assistiam a peças de pé, enquanto comiam. Mas aí ele se tornou essa arte pura. Com a ajuda de políticas públicas, temos que devolver o teatro ao povo. Devemos perder a cerimônia também com o teatro.”
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