Nordeste: Na Bahia, ACM tem 41% na pesquisa Quaest e Jerônimo, 34%. Em Pernambuco, João Campos aparece com 53% e Raquel com 24%. O que isso significa?
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Além dos números nacionais, largamente debatidos, a última pesquisa Quaest traçou um quadro pré-eleitoral nos oito principais estados brasileiros, deixando claro o desafio que os governadores da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), estão enfrentando para superar, nas intenções de voto, seus mais fortes adversários: o prefeito do Recife, João Campos, e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
Embora bem avaliados pela população – Raquel tem seu governo aprovado por 51% dos pernambucanos e Jerônimo por 59% dos baianos – ambos se encontram bem abaixo de João e ACM, quando os eleitores dizem em quem pretendem votar para governador em 2026.
Na Bahia, ACM tem 41% na pesquisa Quaest e Jerônimo, 34%. Em Pernambuco, João Campos aparece com 53% e Raquel com 24%. O que isso significa? Que, nos dois estados, embora mais da metade das pessoas estejam satisfeitas com o desempenho dos atuais governadores, só um quarto dos ouvidos votaria em Raquel se as eleições fossem hoje, e apenas um terço dos baianos votaria em Jerônimo.
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Aprovação e voto
“Este quadro é momentâneo e é preciso ressaltar que ainda falta muito tempo para as eleições e muita coisa pode mudar” – pontua o economista e analista de pesquisas Maurício Romão. Ele acrescenta: “No contexto internacional, tem-se como padrão que governantes bem avaliados são reeleitos ou fazem o sucessor. No caso de Raquel e Jerônimo, no entanto, eles enfrentam uma conjuntura adversa, que é o fato de terem como adversários dois nomes que se destacaram bem no Recife e em Salvador. Por circunstâncias como essa, a eleição nos dois estados está chamando a atenção dos analistas nacionais.”
A cientista política Priscila Lapa explica que “na Ciência Política se analisa esse movimento de conversão de avaliação positiva em votos, no entanto, há outros elementos a se considerar. Estamos falando em intenção de voto, o que pode significar ainda uma decisão não consolidada. É preciso ressaltar que a conjuntura também importa muito na formulação das preferências eleitorais. Ainda mais nesse quadro da Bahia e de Pernambuco, onde temos dois desafiantes com imagens positivas muito bem consolidadas perante o eleitorado, por uma trajetória de popularidade bem estabelecida a partir de vários elementos, como carisma e a imagem de que são atores com grande capacidade de gestão.”
Polarização estabelecida
Segundo ela, além disso, “Pernambuco e Bahia são dois estados com avanços importantes e pioneirismo econômico, mas com muitos problemas históricos e estruturais acumulados, o que impede uma visão mais clara do eleitor sobre a capacidade do seu líder de resolvê-los. Isso tende a favorecer os desafiantes, que já são conhecidos e experimentados em sua capacidade de gestão.” Ela imagina que os dados da pesquisa “podem orientar os governadores Jerônimo e Raquel a buscarem novas estratégias de comunicação e encontrar elementos de conexão mais efetivos entre suas gestões e o eleitor.”
Outro elemento a ser ressaltado na batalha de 2026, nos dois estados, é o fato de a polarização já estar estabelecida, com ACM Neto e Jerônimo bem acima nas intenções de voto na Bahia, e João Campos e Raquel, da mesma forma, em Pernambuco, deixando os demais adversários muito atrás. Em Pernambuco, o terceiro nome, Gilson Machado, tem apenas 6% das intenções de voto; na Bahia, João Roma aparece com somente 4%. Não há, no horizonte, qualquer chance de uma terceira via.
Fadiga de material
Nos meios políticos baianos comenta-se, a respeito de ACM Neto, que ele pode ainda ser beneficiado por uma espécie de “fadiga de material”, uma vez que o PT governa o estado há 20 anos, o que pode ensejar um grande movimento de mudança. Contra esse problema, no entanto, é necessário ressaltar a grande popularidade de Lula na Bahia – maior do que em Pernambuco –, o que vem garantindo aos petistas vitórias seguidas desde que derrubaram o carlismo, na época representado pelo avô de ACM Neto, Antônio Carlos Magalhães.
A respeito da fadiga de material, Maurício Romão lembra que Pernambuco viveu fenômeno semelhante em 2022, quando, após 16 anos de poder do PSB, o candidato do partido a governador terminou a eleição em 4º lugar, sendo derrotado logo no primeiro turno. “Raquel foi a beneficiada pelo clima de mudança e pela estratégia que utilizou, conseguindo que muitos eleitores votassem nela para governadora e em Lula para presidente. Ela vai precisar agora se debruçar sobre essa realidade para traçar sua estratégia daqui para a frente.”

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