Não custa pensar: e se Lula concedesse indulto de Natal aos ‘bagres miúdos’ da trama golpista? Estaria eleito no primeiro turno, em paz com o povo
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TCU NA MIRA DE MOTTA
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assim como diz a linguagem popular, tem queimado as “pontes” que encontra no caminho. A bronca de agora é uma vaga cobiçadíssima no Tribunal de Contas da União (TCU), em substituição ao ministro Aroldo Cedraz, cuja aposentadoria está marcada para fevereiro de 2026.
APANIGUADOS DA VEZ
O deputado Odair Cunha (PT-MG) é o apadrinhado do governo e do PT. Outros nomes aparecem na “corrida”: o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), que conta com apoio de sua legenda, enquanto o Centrão aposta todas as fichas no deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Mas Hugo Motta tem que levar o tema para ser votado no plenário. Os partidos querem [a votação] ainda este ano. O paraibano não tem pressa.
CARBONO DUPLO
A operação, chamada de “A Ponte do Rio Kwai”, uniu Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que brecou o indicado do presidente Lula da Silva (PT), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O filme de David Lean, que dá nome à operação no Congresso, conta a história real de quando o governo japonês obrigou prisioneiros a construir a chamada “Ferrovia da Morte”, em 1942. Cerca de 120 mil asiáticos e prisioneiros de guerra morreram na empreitada.
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‘É ELE, TEM QUE SER ELE’
A candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República não é novidade por aqui. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já tinha feito uma sondagem quando sentiu que as garras do STF o alcançariam, ainda antes do julgamento. Por isso, ele continua irredutível com o nome do “01” para disputar o Planalto com Lula, em 2026, mesmo que sua mulher, Michelle, esteja em alta nas pesquisas.
PARA ASSUSTAR PALPITEIROS
Motta quer dar um susto no Judiciário e em quem lê os incisos da Constituição pela metade ou ao seu bel-prazer, também chamado de interesse. Nesta semana, a última do ano legislativo, a Câmara deve votar o processo da cassação do mandato do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado a 16 anos pela chamada “trama golpista”. O deputado está refugiado nos Estados Unidos. O STF, por sua vez, interpreta a Constituição e diz que não precisa haver votação coisa nenhuma. O Judiciário decidiu, e está decidido.
PISANDO EM OVOS
Ou “pianinhos”, como se diz costumeiramente. Os dois presidentes [Motta e Alcolumbre] bem que ameaçaram uma reação contra a operação Transparência, da Polícia Federal, que foi à Câmara vasculhar os arquivos da assessora Mariângela Fialek, chefe da Assessoria Especial do Gabinete da Presidência da Câmara, responsável por manusear documentos, bilhetes e anotações indicando a distribuição de verba do orçamento secreto. Ficaram quietos.
TOFFOLI ‘AMPUTA’ MÃOS DA CPMI
Na CPMI do INSS, até mesmo políticos governistas reconhecem que a recente decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, que proibiu deputados e senadores de usarem documentos da quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, é grave. “A decisão causou indignação profunda e, certamente, vai enfraquecer nossas investigações”, argumentou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
PENSE NISSO!
Sábado, 13 de dezembro de 2026, e eu aqui recordando a última entrevista do presidente Lula a este repórter. Era uma sexta-feira chuvosa, como costumam ser as tardes brasilienses de dezembro. Dia 31. O ano, 2010, o último de seu segundo mandato.
Lula disse à Rádio Jornal que estava negando o pedido de extradição para a Itália do líder comunista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por envolvimento em quatro homicídios.
Corta para este fim de semana. Imagine você se o presidente resolvesse, em nome dos mesmos direitos humanos que invocou para não entregar Battisti à Itália — extradição que, posteriormente, Bolsonaro autorizou — e fizesse o seguinte:
Lula pegaria os mais de 600 processos da suposta trama golpista, escolheria os bagres miúdos — como, por exemplo, Débora Rodrigues dos Santos, a chamada “Débora do Batom”, que escreveu “Perdeu, mané!” na estátua do STF — e lhes concederia anistia.
Claro, como ele não toma nenhuma decisão importante sem consultar a primeira-dama e o Supremo Tribunal Federal, certamente levaria um puxão de orelha em casa, mas ficaria bem com a sociedade.
Venceria a disputa no primeiro turno e jogaria uma pá de cal no futuro do bolsonarismo.
Pense nisso!
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