Impactos da cobrança norte-americana sobre os produtos brasileiros atingem em cheio as economias estaduais, e exigem articulação contra prejuízos
JC
Publicado em 29/07/2025 às 0:00
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Com a proximidade da data estabelecida pelo governo Donald Trump para a entrada em vigor da sobretaxa generalizada de 50% para a importação de produtos do Brasil nos Estados Unidos, na sexta, 1º de agosto, aumentam os temores, aqui, dos impactos que a medida norte-americana pode ter sobre as economias estaduais. Para minimizar esses impactos, em especial nas unidades mais pobres da federação, o Planalto, o Itamaraty e os governadores precisam estar sintonizados, e buscar ações articuladas para que os prejuízos não venham a ser tão grandes quanto as expectativas apontam, em muitos casos. Se a radicalização política que nos desune pode ter sido um estopim para a mão pesada da Casa Branca contra os brasileiros, é hora de superar desavenças partidárias e cuidar da coesão nacional, a fim de se encontrar soluções viáveis e interessantes para toda a população brasileira.
Em Pernambuco, as consequências, embora não tenham escala nacional, podem representar um baque para importantes setores, como a fruticultura, o açúcar e as operações portuárias. No Vale do São Francisco, as perdas podem ser imediatas e comprometedoras, com a safra de manga, por exemplo, prestes a ser colhida. O principal produto exportado para os EUA é o açúcar, com um volume movimentado de 64 milhões de dólares, no ano passado. Cerca de um quinto do açúcar que sai do Porto do Recife segue para compradores norte-americanos. De acordo com projeções da Federação das Indústrias do estado, a Fiepe, cerca de 100 mil pessoas podem ficar desempregadas, caso o tarifaço de Trump se mantenha.
A questão foi debatida na Rádio Jornal, na última segunda-feira, 28. Participaram da conversa Armando Monteiro Bisneto, presidente do Porto de Suape, Paulo Nery, presidente do Porto do Recife, Maurício Laranjeiras, gerente de Política Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE). Pela gravidade do cenário, a governadora Raquel Lyra já estaria cogitando a concessão de bolsas emergenciais, para conter os efeitos do desemprego. Linhas de crédito para os produtores também estão no radar do Campo das Princesas.
Opções de diversificação do mercado aparecem como necessidade. “Qualquer negócio não se sustenta com poucos clientes. Precisamos buscar mercados na Europa, Ásia, África. O Porto do Recife já planeja apresentar suas potencialidades no exterior”, disse Paulo Nery. Embora o percentual de movimentação de Suape para os EUA seja menor que 1%, Armando Monteiro Bisneto demonstrou preocupação. “Se uma empresa vai à falência, se ela demite seus funcionários, ou se um setor inteiro é prejudicado, isso gera um problema sistêmico para a economia”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que centraliza as negociações sobre o tarifaço com Washington, já foi convidado para participar de reunião próxima do Fórum Nacional de Governadores. Eis uma oportunidade para que Pernambuco se insira no esforço conjunto para reverter a imposição tarifária, bem como participar da articulação nacional com vistas a novos rumos e o fortalecimento de nossa economia.




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