A Tanzânia, que já enfrentou um surto do vírus Marbug em 2023, anunciou nesta segunda-feira (20) que o país enfrenta novamente a crise de saúde.
Publicado em 20/01/2025 às 22:39
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Nesta segunda-feira (20), a Tanzânia confirmou que está enfrentando um surto do vírus de Marburg na região de Kagera, no noroeste do país. Da mesma família causadora do ebola, esse vírus tem um alto poder letal e foi detectado após uma confirmação e outras 24 suspeitas na área.
Foram realizados testes em outras pessoas da região, com resultado negativo. Os casos sem confirmação ainda seguem sob total vigilância.
Samia Suluhu Hassan, a presidente do país, fez o anúncio à imprensa ao lado do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Testes laboratoriais realizados no Laboratório Móvel de Kabaile, em Kagera, e posteriormente confirmados em Dar es Salaam, identificaram um paciente infectado pelo vírus Marburg”, disse a presidente. “Demonstramos no passado nossa capacidade de conter um surto semelhante e estamos determinados a fazer o mesmo agora”, completou.
De acordo com a chefe de Estado, o anúncio foi necessário para tranquilizar a população da Tanzânia e a comunidade internacional.
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A OMS afirmou estar alinhada às autoridades de saúde do país no fortalecimento de medidas para o controle do surto, incluindo vigilância da doença, testes, tratamento, prevenção e controle de infecções, manejo de casos, além de aumentar a conscientização das comunidades para prevenir a disseminação do vírus. “A OMS, trabalhando com seus parceiros, está comprometida em apoiar o governo da Tanzânia a controlar o surto o mais rápido possível”, disse Tedros.
Marburg
A doença de Marburg causa febre hemorrágica e, em surtos anteriores, a taxa de letalidade dos casos variava de 24% a 88%, segundo a OMS. A Tanzânia relatou um surto de Marburg em março de 2023 – o primeiro do país – na região de Kagera, com nove casos, sendo oito confirmados e um suspeito. Além disso, na época houveram seis mortes registradas, atingindo uma taxa de letalidade de 67%.
Outros surtos e casos esporádicos foram relatados na África, em países como Angola, República Democrática do Congo, Gana, Quênia, Guiné Equatorial, Ruanda, África do Sul e Uganda.
Na época, a OMS avaliou o risco à saúde pública dos surtos na Guiné Equatorial e na República Unida da Tanzânia, sendo considerado muito alto em nível nacional, moderado em abrangência regional (África) e baixo para o risco global.
A doença causada pelo vírus Marburg é tem um alto teor viral e os sintomas começam de maneira inesperada. Os infectados têm febre alta, dor de cabeça intensa e mal-estar severo. Além disso, podem desenvolver sintomas hemorrágicos graves em uma semana.
O vírus é transmitido por morcegos frugívoros (que se alimentam de frutas) e sua disseminação entre humanos por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, superfícies e materiais contaminados.
Sem vacina
Segundo a OMS, possíveis vacinas para o vírus Marbug estão atualmente em fase de ensaio clínico, no entanto, não há nenhuma licenciada para prevenir a doença. O tratamento durante os primeiros sintomas e cuidados de suporte são essenciais no combate, aumentando as chances de sobrevivência do paciente.
*Com informações de Estadão Conteúdo


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