A regra mais importante nesse meio é que “a única traição que realmente importa em política é a próxima”. Finalizada a eleição, as pontes reabrem.
Publicado em 07/11/2024 às 20:00
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Apesar de a tradição de não antecipar eleições ter sido abandonada nos últimos tempos, mais por imprudência e ingenuidade que por inovação, existe uma outra tradição política que precisa ser observada com atenção: a de não permitir que a raiva de uma eleição contamine a alegria da eleição seguinte. Todo pleito e seus arranjos deixam cicatrizes.
Falando apenas sobre o Recife em 2024, por exemplo, apesar da vitória expressiva de João Campos (PSB) ter tomado parte da notoriedade das articulações, é preciso lembrar que ele tentou contar com apoios, até dentro de partidos que já estavam com ele, como o União Brasil, e não conseguiu. Ao mesmo tempo, em outro exemplo, a governadora Raquel Lyra (PSB) contava com o apoio do MDB e viu a sigla ser levada pelo socialista na reta final das construções de palanque. Se formos falar do PT local, a recusa em receber a vice de Campos, apesar do apoio institucional, também encaixa aqui.
A próxima
A regra mais importante nesse meio é que “a única traição que realmente importa em política é a próxima”.
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Finalizada a eleição, as pontes reabrem e a circulação é possível novamente. Não fosse assim, de traição insuperável em traição insuperável estaríamos todos mergulhados no caos. Foi dialogando em direção ao consenso, sem precisar depor os militares, que a democracia foi reconstruída. Foi assim que se chegou à Constituição cidadã.
Hoje, aliás, um dos fatores que nos impedem renovar a Constituição Brasileira para que ela se reencontre com as necessidades brasileiras é a dificuldade que alguns agentes políticos ainda têm de olhar pra frente.
Chumbo
Guardar mágoa é como encher os bolsos de chumbo e tentar correr uma maratona. É uma estupidez.
Essa observação é importante, para que os políticos lembrem de zerar as próprias contas antes de iniciar o processo de 2026. Não é apenas porque a vida deles vai ficar mais fácil. É porque, num país cheio de distorções e crises de toda sorte, a população precisa que eles evitem brigar além do estritamente necessário.
Os cortes
O corte de gastos do governo Lula vai ser definido ainda esta semana, embora sua divulgação deva acontecer com mais calma para tentar preparar o mercado. É preciso lembrar uma coisa nesse processo: não existe dinheiro sem destino. Até aquele que está embaixo do colchão tem finalidade. E toda finalidade tem um beneficiário. Para enxugar gastos mexendo com vários ministérios e beneficiários é preciso ter a convicção da necessidade desses cortes. Depois, é preciso ter firmeza para sustentar a decisão com liderança. Depois é necessário controlar sua aplicação para garantir os resultados.
A impressão que passa é a de que Lula não reúne nenhum desses fatores. E que a coisa está acontecendo como se ele fosse um refém da realidade e não condutor. Isso é péssimo.
Falta convicção
Lula tem medo de admitir que está convicto da necessidade de cortar gastos, para não perder certos apoios políticos.
Lula parece ter medo de contrariar os próprios ministros que terão seus gastos reduzidos, como se ele fosse mais passageiro do que motorista no ônibus que leva seu nome. E num coletivo, se o motorista for ouvir todo mundo ao mesmo tempo sobre a direção a tomar, bate num poste ou vira o veículo.
Por último, Lula age como se quisesse se livrar o mais rápido possível do tema espinhoso, ao invés de estar disposto a garantir sua realização. É preocupante.
Oposição
Talvez, ficar lançando programas sociais seja muito mais confortável para o presidente. Mas quem quer conforto se muda para a oposição. Porque reclamar é mais fácil do que resolver. A verdade é que a estratégia do governo Lula, até o momento, de tentar incentivar a economia injetando dinheiro na economia sem uma base fiscal sólida está prejudicando a imagem da própria gestão.
Radar
O Radar Febraban, realizado pelo Ipespe do cientista político Antonio Lavareda, foi divulgado esta semana e traz um dado importante sobre isso: as pessoas ainda têm esperança, mas o percentual de brasileiros achando que a vida vai melhorar está caindo continuamente desde fevereiro deste ano. Era 75%, passou para 70% em abril, 67% em julho, 65% em setembro e agora 62% em outubro.
Foi essa sensação de que “nada mudou” o que derrubou o governo Biden nos EUA e ajudou a eleger Trump.

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