O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), reafirmou que pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026 e descartou a possibilidade de integrar uma chapa majoritária como candidato a vice-governador. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Jornal, nesta quinta-feira (05).
A disputa pelo Senado em Pernambuco tende a ser uma das mais concorridas do próximo pleito. Em 2026, duas cadeiras estarão em jogo — hoje ocupadas pelo senador Humberto Costa (PT), que deve tentar a reeleição, e por Fernando Dueire (MDB), que assumiu o mandato após a saída de Jarbas Vasconcelos.
Além de Silvio Costa Filho, outros nomes já se movimentam para disputar o cargo, entre eles a ex-deputada federal Marília Arraes e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB), em um cenário que se cruza diretamente com a disputa pelo Governo do Estado entre o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSD).
Incentivo de Lula
Durante a entrevista, Costa Filho afirmou que a pré-candidatura ao Senado conta com o incentivo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Quero agradecer ao presidente Lula a confiança que recebi para disputar o Senado agora nas eleições de 2026. Desde o primeiro momento ele tem defendido internamente esse projeto e já disse isso ao PT nacional, ao PT de Pernambuco, ao próprio João Campos e recentemente também à governadora Raquel Lyra”, declarou.
Segundo o ministro, Lula tem demonstrado preocupação em formar uma base sólida no Senado a partir de 2027.
“Ele precisa, em 2026, ter um Senado com pessoas que ele confie, que ele acredite e que possam dar uma contribuição ao Brasil”, afirmou.
Vice fora do radar
Nos bastidores, havia especulações de que o ministro poderia ser convidado para compor como vice em uma eventual candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco. Costa Filho, no entanto, descartou essa possibilidade.
“Coloquei que isso não está no nosso radar. Nós não seremos candidatos a vice-governador e o nosso projeto é disputar o Senado”, disse.
Ele afirmou ainda que o Republicanos pretende iniciar uma rodada de escutas internas antes de consolidar sua estratégia eleitoral.
“Vamos ouvir a bancada de estaduais, federais, prefeitos e lideranças do partido em todas as regiões para, na hora certa, tomar a decisão de como vamos construir o caminho do Republicanos em Pernambuco”, afirmou.
Diálogo com João e Raquel
Durante a entrevista, Silvio Costa Filho afirmou manter diálogo tanto com João Campos quanto com Raquel Lyra e evitou antecipar qual campo político poderá apoiar em 2026.
“Tenho uma excelente relação com o prefeito João Campos e também uma boa relação com a governadora Raquel Lyra. Estamos dialogando sobre Pernambuco”, disse.
O ministro revelou ainda que a governadora manifestou interesse em contar com o Republicanos em seu palanque.
“A governadora me disse recentemente o desejo de ter os Republicanos nas eleições de 2026. Temos uma boa relação e fizemos boas parcerias administrativas em favor de Pernambuco”, afirmou.
Segundo Costa Filho, o Republicanos deve definir seu posicionamento político no estado apenas após novas rodadas de articulação nas próximas semanas.
“Nosso partido só vai tomar qualquer decisão a partir do mês de abril. Não quero dar nenhum passo nesse cenário sem combinar esse movimento em Pernambuco com o presidente Lula”, declarou.
Ele afirmou ainda que tem mantido conversas frequentes com o presidente sobre o cenário eleitoral.
“Tenho conversado praticamente a cada quinze dias com o presidente sobre as eleições em Pernambuco e também sobre as eleições no Nordeste”, disse.
Entenda o tabuleiro do senado
A definição das vagas ao Senado se tornou um dos pontos mais sensíveis das articulações eleitorais em Pernambuco. No campo político ligado a João Campos, uma das vagas é considerada praticamente reservada para Humberto Costa, em razão da aliança entre PT e PSB.
A segunda vaga, no entanto, concentra forte disputa entre diferentes lideranças. Entre elas está Marília Arraes, que recentemente anunciou a saída do Solidariedade e deve se filiar ao PDT para disputar o Senado. A ex-deputada também reafirmou publicamente que sua candidatura é “irreversível”, movimento interpretado como pressão para garantir espaço na chapa.
Outro nome que vinha sendo citado nesse mesmo campo político é Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina. A situação dele, porém, ficou mais delicada após uma operação da Polícia Federal que teve como alvos seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, e seu irmão, o deputado federal Fernando Filho (UB), em investigação sobre suposto desvio de recursos de emendas parlamentares. Miguel nega irregularidades e afirma ser alvo de perseguição política.
No campo da governadora Raquel Lyra, um dos nomes que aparece como potencial candidato ao Senado é o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), líder da federação União Progressista em Pernambuco.
A definição do posicionamento da federação — formada por União Brasil e Progressistas — pode ter impacto direto na composição das chapas.
Enquanto Eduardo da Fonte demonstra maior alinhamento com o projeto de reeleição da governadora, Miguel Coelho mantém influência dentro do União Brasil e também tenta espaço nas negociações estaduais.
Esse impasse faz com que a posição da federação seja vista como um dos fatores que podem redesenhar o cenário eleitoral em Pernambuco.

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