Secretário alerta para risco econômico com paralisação de empréstimo na Alepe

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Secretário alerta para risco econômico com paralisação de empréstimo na Alepe


Em entrevista ao JC, Guilherme Cavalcanti afirmou que instabilidade política ameaça avanço de projetos e a imagem de Pernambuco no cenário nacional



Clique aqui e escute a matéria

Em meio ao impasse vivido entre Executivo e Legislativo em Pernambuco, o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Guilherme Cavalcanti, criticou a demora na votação do empréstimo de R$ 1,7 bilhão solicitado pela governadora Raquel Lyra (PSD) à Assembleia Legislativa (Alepe).

De acordo com o secretário, em entrevista ao JC, nesta quinta-feira (20), a demora na votação compromete não apenas obras prioritárias, mas também a capacidade do Estado de continuar atraindo investimentos estruturantes — inclusive os que já estão em curso.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

O secretário afirmou que parte dos compromissos assumidos pelo governo com grandes grupos industriais depende diretamente da previsibilidade fiscal e política. Ele citou ajustes logísticos, tributários e operacionais em andamento, como os realizados no Porto de Suape, no que justificou serem necessários para viabilizar operações de grande porte, além de destacar ambições como a transformação do Polo Automotivo de Goiana em um polo exportador de veículos e autopeças.

“Para garantir investimentos dessa natureza, precisamos honrar compromissos de infraestrutura. A Assembleia precisa ser parceira do povo de Pernambuco e ter celeridade ao aprovar os empréstimos que vão financiar a recuperação do déficit estrutural que nós recebemos”, afirmou.

Preocupação com estabilidade política

Guilherme Cavalcanti destacou que Pernambuco “historicamente construiu uma reputação de seriedade fiscal e segurança jurídica”, apontando que são “fatores decisivos” para atrair empresas nacionais e internacionais. Segundo o secretário, o atual ambiente político na Alepe coloca essa imagem em risco.

“Trabalho com atração de investimentos. Como é que eu vendo estabilidade política quando meia dúzia de deputados segura, numa comissão, um empréstimo transformador? Precisamos mandar a mensagem de que, independente de eleição, estamos do lado de Pernambuco”, disse.

Ele argumenta que o Estado precisa demonstrar unidade institucional para que investidores enxerguem solidez no ambiente político e confiança na execução dos acordos firmados.

Embora não tenha detalhado quais projetos poderiam sofrer impacto direto caso o impasse persista, Cavalcanti reforçou que operações industriais de grande porte dependem de obras de infraestrutura, linhas de financiamento e adequações logísticas que só avançam com segurança orçamentária.

Na avaliação dele, o governo tem feito esforços significativos com recursos próprios, mas há limites para seguir adiante sem a aprovação da operação de crédito.

“A governadora tem feito muito com liberação de recurso próprio, mas precisamos usar a capacidade que o Estado tem de tomar essa dívida para antecipar para o presente desenvolvimentos que só poderíamos fazer no futuro”, afirmou.

Cavalcanti defende que deputados estaduais, federais, vereadores e demais lideranças políticas priorizem o interesse do Estado.

“Pernambuco é reconhecido como um Estado sério. Não podemos construir uma mensagem de instabilidade. Precisamos mostrar união e respeito ao povo do Estado”, disse.

Clima de tensão persiste na Alepe

As declarações do secretário surgem após uma semana de embates na Alepe, em torno da PEC das Emendas e do próprio empréstimo, cuja votação poderá acontecer apenas em 2026, após o recesso, conforme sinalização do presidente da Casa, o deputado Álvaro Porto (PSDB). 

De um lado, o governo pressiona pela análise urgente do empréstimo, mas pede a rejeição dos textos que tratam sobre emendas na Casa. Do outro lado, a oposição não vê pressa para votar o pedido de autorização do Governo para contrair novas operações de crédito.

De acordo com o presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Alepe, Coronel Alberto Feitosa (PL), em contato com o JC, na última quarta-feira (19), a gestão estadual não tem autorização para contrair empréstimos além do que já foi permitido, e que o pedido de autorização atual só daria a possibilidade de contrair operações de crédito em meados de 2026, a depender de como estiverem as contas públicas até lá.

Feitosa também aproveitou para criticar as declarações da governadora sobre os empréstimos anteriores aprovados. O deputado questionou a execução das obras citadas pela governadora como motivo de “apressar” as aprovações dos empréstimos.

“Aí ela (Raquel Lyra) ficou dizendo em várias oportunidades, para a imprensa, população, empresários, que precisava do empréstimo de R$ 1,5 bilhão para fazer o Arco Metropolitano. Cadê as obras? Deu a ordem de serviço? Concluiu a licitação? Cadê as creches? Cadê a duplicação da br-232? Uma hora, a casa cai”, criticou.

Enviado pelo Executivo em junho, o Projeto de Lei 3057/2025 estava previsto para ser votado pelo plenário na última terça-feira (18), mas acabou sendo retirado de pauta, em meio ao acirramento das disputas na Casa. A governadora Raquel Lyra pediu celeridade na votação do empréstimo.

“A gente precisa que esse empréstimo seja votado rápido. Por isso eu faço um apelo à Assembleia Legislativa para que paute, que coloque em plenário. Não tô dizendo que haja obrigação, porque tem independência dos poderes de aprovar, mas colocando em plenário, a firme maioria da Assembleia Legislativa tem aprovado praticamente por quase unanimidade todos os projetos de lei que a gente tem mandado para casa”, disse a governadora Raquel Lyra.

Saiba como assistir aos Videocasts do JC





Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *