Em entrevista ao JC, Guilherme Cavalcanti afirmou que instabilidade política ameaça avanço de projetos e a imagem de Pernambuco no cenário nacional
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Em meio ao impasse vivido entre Executivo e Legislativo em Pernambuco, o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Guilherme Cavalcanti, criticou a demora na votação do empréstimo de R$ 1,7 bilhão solicitado pela governadora Raquel Lyra (PSD) à Assembleia Legislativa (Alepe).
De acordo com o secretário, em entrevista ao JC, nesta quinta-feira (20), a demora na votação compromete não apenas obras prioritárias, mas também a capacidade do Estado de continuar atraindo investimentos estruturantes — inclusive os que já estão em curso.
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O secretário afirmou que parte dos compromissos assumidos pelo governo com grandes grupos industriais depende diretamente da previsibilidade fiscal e política. Ele citou ajustes logísticos, tributários e operacionais em andamento, como os realizados no Porto de Suape, no que justificou serem necessários para viabilizar operações de grande porte, além de destacar ambições como a transformação do Polo Automotivo de Goiana em um polo exportador de veículos e autopeças.
“Para garantir investimentos dessa natureza, precisamos honrar compromissos de infraestrutura. A Assembleia precisa ser parceira do povo de Pernambuco e ter celeridade ao aprovar os empréstimos que vão financiar a recuperação do déficit estrutural que nós recebemos”, afirmou.
Preocupação com estabilidade política
Guilherme Cavalcanti destacou que Pernambuco “historicamente construiu uma reputação de seriedade fiscal e segurança jurídica”, apontando que são “fatores decisivos” para atrair empresas nacionais e internacionais. Segundo o secretário, o atual ambiente político na Alepe coloca essa imagem em risco.
“Trabalho com atração de investimentos. Como é que eu vendo estabilidade política quando meia dúzia de deputados segura, numa comissão, um empréstimo transformador? Precisamos mandar a mensagem de que, independente de eleição, estamos do lado de Pernambuco”, disse.
Ele argumenta que o Estado precisa demonstrar unidade institucional para que investidores enxerguem solidez no ambiente político e confiança na execução dos acordos firmados.
Embora não tenha detalhado quais projetos poderiam sofrer impacto direto caso o impasse persista, Cavalcanti reforçou que operações industriais de grande porte dependem de obras de infraestrutura, linhas de financiamento e adequações logísticas que só avançam com segurança orçamentária.
Na avaliação dele, o governo tem feito esforços significativos com recursos próprios, mas há limites para seguir adiante sem a aprovação da operação de crédito.
“A governadora tem feito muito com liberação de recurso próprio, mas precisamos usar a capacidade que o Estado tem de tomar essa dívida para antecipar para o presente desenvolvimentos que só poderíamos fazer no futuro”, afirmou.
Cavalcanti defende que deputados estaduais, federais, vereadores e demais lideranças políticas priorizem o interesse do Estado.
“Pernambuco é reconhecido como um Estado sério. Não podemos construir uma mensagem de instabilidade. Precisamos mostrar união e respeito ao povo do Estado”, disse.
Clima de tensão persiste na Alepe
As declarações do secretário surgem após uma semana de embates na Alepe, em torno da PEC das Emendas e do próprio empréstimo, cuja votação poderá acontecer apenas em 2026, após o recesso, conforme sinalização do presidente da Casa, o deputado Álvaro Porto (PSDB).
De um lado, o governo pressiona pela análise urgente do empréstimo, mas pede a rejeição dos textos que tratam sobre emendas na Casa. Do outro lado, a oposição não vê pressa para votar o pedido de autorização do Governo para contrair novas operações de crédito.
De acordo com o presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Alepe, Coronel Alberto Feitosa (PL), em contato com o JC, na última quarta-feira (19), a gestão estadual não tem autorização para contrair empréstimos além do que já foi permitido, e que o pedido de autorização atual só daria a possibilidade de contrair operações de crédito em meados de 2026, a depender de como estiverem as contas públicas até lá.
Feitosa também aproveitou para criticar as declarações da governadora sobre os empréstimos anteriores aprovados. O deputado questionou a execução das obras citadas pela governadora como motivo de “apressar” as aprovações dos empréstimos.
“Aí ela (Raquel Lyra) ficou dizendo em várias oportunidades, para a imprensa, população, empresários, que precisava do empréstimo de R$ 1,5 bilhão para fazer o Arco Metropolitano. Cadê as obras? Deu a ordem de serviço? Concluiu a licitação? Cadê as creches? Cadê a duplicação da br-232? Uma hora, a casa cai”, criticou.
Enviado pelo Executivo em junho, o Projeto de Lei 3057/2025 estava previsto para ser votado pelo plenário na última terça-feira (18), mas acabou sendo retirado de pauta, em meio ao acirramento das disputas na Casa. A governadora Raquel Lyra pediu celeridade na votação do empréstimo.
“A gente precisa que esse empréstimo seja votado rápido. Por isso eu faço um apelo à Assembleia Legislativa para que paute, que coloque em plenário. Não tô dizendo que haja obrigação, porque tem independência dos poderes de aprovar, mas colocando em plenário, a firme maioria da Assembleia Legislativa tem aprovado praticamente por quase unanimidade todos os projetos de lei que a gente tem mandado para casa”, disse a governadora Raquel Lyra.
Saiba como assistir aos Videocasts do JC



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