Sebastião Salgado recebe homenagem no festival francês Rencontres d’Arles

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Sebastião Salgado recebe homenagem no festival francês Rencontres d’Arles


Uma homenagem a Sebastião Salgado, que morreu em maio, em Paris, aos 81 anos, marcou a noite desta terça-feira do Rencontres d’Arles, no sul da França, um dos principais festivais de fotografia do mundo.

A viúva, Lélia Wanick Salgado, e um dos filhos do fotógrafo, o documentarista Juliano Salgado, falaram ao público que lotou o Théâtre Antique, construído na época do Império Romano e cujas ruínas são abertas a visitação e eventos. Lélia Salgado lembrou que Sebastião Salgado era presença constante no festival, realizado desde 1970.

“Se há algo que queríamos transmitir hoje, é a ideia que, muito além do enquadramento, do estilo, do preto e branco que todos conhecemos, atrás dessas fotos há valores muito importantes que Sebastião e Lélia transmitiram durante esses anos”, discursou Juliano, enquanto eram exibidas algumas das imagens mais marcantes feitas pelo pai. “Sua máquina fotográfica era um microfone para milhões de pessoas.”

Neste ano, diversas mostras e palestras do festival estão relacionadas à temporada do Brasil na França, programação de eventos culturais que vai de abril ao final de setembro.

No mesmo evento em que Salgado foi homenageado, a fotógrafa americana Nan Goldin recebeu um prêmio especial, o Women in Motion, ou mulheres em movimento, atribuído pela Kering, empresa francesa do setor de luxo que patrocina o evento.

“É engraçado receber esse prêmio agora, que mal consigo andar”, brincou Goldin, de 72 anos, que teve problemas de saúde nos últimos anos devido ao vício em opioides. Ela discursou contra a indústria farmacêutica e contra a perseguição do atual governo americano à população transgênero, tema recorrente de sua obra.

Depois de receber o prêmio, Goldin chamou ao palco o escritor francês Édouard Louis. Juntos, os dois exibiram um vídeo silencioso com imagens da destruição de Gaza e fizeram um apelo emocionado em favor do povo palestino. “Não aplaudam. Ajam”, discursou Louis. “Saiam às ruas, votem na esquerda para não serem cúmplices.”

Uma mulher na plateia gritou “e os reféns?”, se referindo às vítimas do atentado do Hamas de 7 de outubro de 2023, estopim do conflito em Gaza. “Coisas horríveis aconteceram em 7 de outubro, é verdade”, reconheceu Goldin, que é judia. “Mil e trezentos civis israelenses foram mortos. Agora, 75 mil palestinos foram mortos. Quais vidas importam? Não houve vingança suficiente?”, perguntou a fotógrafa, sob aplausos.

O jornalista viajou a convite da Temporada Brasil-França



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