Roberto Pereira: Pernambuco, carnaval e povo

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Roberto Pereira: Pernambuco, carnaval e povo


Pernambuco tem uma dança que nenhuma terra tem. Uma dança e uma música, esta, o frevo, aquela, o passo, ambos genuinamente pernambucanos


Publicado em 16/02/2025 às 6:05



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Quando os clarins anunciarem o reinado de Momo, não há quem dê jeito: o nosso povo cai no frevo, no saracoteio do passo, para somente voltar a si, quando da quarta-feira ingrata que, segundo Luiz Bandeira, chega “tão depressa só pra contrariar.”

Pernambuco, uma dança e uma música!

Pernambuco tem uma dança que nenhuma terra tem, cantemos com Capiba. Uma dança e uma música, esta, o frevo, aquela, o passo, ambos genuinamente pernambucanos. Não há quem, diante do frenesi do frevo, não entre no remelexo do passo, sem se deixar desengonçar no desaprumo dessa coreografia eletrizante.

O frevo, patrimônio imaterial da humanidade!

O frevo foi incluído, desde 2012, na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco, sendo um capítulo importante da história nordestina e brasileira.

O nome frevo é corruptela de ferver, uma origem de aceitação unânime entre os especialistas. Esse fervilhar tem magia, advém da alegria e da energia da gente pernambucana. Também da irreverência que tanto caracteriza os foliões e folionas, os da terra e os que aqui chegam e saem às ruas com a alma leve e o coração em festa. O frevo, segundo Câmara Cascudo, é “dança de rua e de salão, a grande alucinação do carnaval pernambucano.”

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Pernambuco frevando para o mundo!

Pernambuco, também no carnaval, fala para o mundo. Fala, frevando, através dos pés que se entrelaçam nas diversas movimentações ao som do frevo, a exemplo da tesoura, do saci-pererê, da dobradiça, do ferrolho e inúmeras outras variações, em que o passista busca o equilíbrio nas sombrinhas coloridas, nessa dança “que vai e que vem”, no conceito de Capiba.

Nada mais eletrizante do que o rasgar de um frevo de rua. Os que não entram no saracoteio, mesmo parados, balançam o esqueleto, porque é grande o frenesi desses acordes. O frevo, patrimônio imaterial da humanidade, é de Pernambuco para o mundo.

O nosso Estado não se restringe ao tríduo momesco, até porque, em função da pluralidade dos ritmos e das danças, a festa acontece antes e se prolonga nos desfiles de outras agremiações, blocos, ursos, caboclinhos, grupos de índios, bois, burras, cavalos-marinhos.

Pernambuco, um carnaval multicultural.

Somos a terra do frevo, do caboclinho e do maracatu, maracatu de baque virado ou nação, como expressão do sincretismo religioso, e do maracatu rural ou de baque solto, originado na zona canavieira. Berço/pátria dos bonecos gigantes e dos papangus, um carnaval participativo consoante a cultura do chão, além de termos o Galo da Madrugada, consagrado pelo Guinness Book como o maior bloco carnavalesco do planeta.

Por isso, entre confetes e serpentinas, lantejoulas e paetês, fantasias e máscaras, colombinas e pierrôs, pandeiros e reco-recos, zabumbas e ganzás, “frevo, capoeira e passo,” Pernambuco esplende para o mundo os seus festejos carnavalescos.

Pernambuco, carnaval e povo, eis o trinômio a nos animar os passos e os compassos, enquanto dignos do passado histórico deste Estado varonil: o pernambucano e o seu ideário de liberdade; o folclore como traço da nossa identidade cultural; da nossa gente sofrida, que tem no frevo e no maracatu, na dança e no canto, um alento de vida, um sopro de esperança incontida.

Roberto Pereira foi secretário de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco e é membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo.

Confira também: Saiba como acessar os canais de WhatsApp do JC

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