O turismo, quando não sustentável, corre risco de provocar o esgotamento dos recursos naturais, a deformação cultural e o desequilíbrio da comunidade
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O tema, em epígrafe, é instigante e se colima com a prática do turismo em todo o universo, ações que sejam sustentáveis sob o ponto de vista da preservação do meio ambiente e da cultura, da paz mundial, até porque a humanização das pessoas passa muito pelo diálogo, pela aproximação dos habitantes deste planeta, pela isenção do ódio, menos ranço e mais avanço na interligação entre os povos.
O turismo, como “oportunidade de crescimento, de encontro e de conhecimento mútuo”, que “enriquece as relações entre os povos”, enquanto “a experiência da viagem convida todos a cuidar da causa comum”. É o que lemos na mensagem assinada por dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, escrita por ocasião do 46º Dia Mundial do Turismo, que será celebrado em 27 de setembro de 2025, com o tema “Turismo e transformação sustentável”.
Turismo e transformação sustentável referem-se a um padrão de turismo que, além de satisfazer as expectativas dos visitantes e das comunidades locais, também preserva o meio ambiente e a inteireza cultural, com vistas às gerações futuras.
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Para alcançar essa transformação, os turistas devem abraçar práticas, como preferenciar hospedagens e transportes ecologicamente corretos, visar o consumo de produtos locais, respeitar a natureza e as culturas locais, e apoiar negócios que colaborem com o desenvolvimento econômico e social da região.
O Brasil, por suas dimensões territoriais, esplende uma rica e vasta diversidade cultural, a começar pela etnia de nossa colonização, formada pelo europeu, a população indígena e os escravos africanos. Depois, os imigrantes japoneses, italianos, árabes e alemães, dentre outros, ampliando a diversificação cultural do nosso país.
No Brasil, cada região apresenta as suas especificidades naturais e culturais, num caleidoscópio admirável. No Nordeste, a cultura ganha dimensão maior, através das danças, dos folguedos e festas, a exemplo do maracatu, bumba meu boi, caboclinho, ciranda, coco, reisado, frevo/passo e cavalhada, a chamada cultura de chão.
A gastronomia e a culinária são outros diferenciais, notadamente pelo sarapatel, buchada de bode, baião de dois, peixes e frutos do mar, sururu, acarajé, vatapá, caruru, cocada, tapioca, pé de moleque, pamonha, canjica, munguzá e inúmeras outras iguarias.
Em nossa região, também estão presentes o artesanato, o cordel, a literatura, as igrejas e monumentos, os casarões e casarios, a história assinalada por antecipações político-libertárias, pelo idealismo democrático, por uma imprensa de vanguarda e livre, pelas universidades, pela inteligência do homem nordestino, marcado pela saga da resistência, mas também pelo adensamento do seu saber aprimorado e da sua inteligência aguçada.
O turismo enseja um trabalho que substitua o preconceito, a discriminação, os privilégios, a xenofobia e a intolerância pela elevação de espírito na concepção da aceitação mútua, promovendo os caminhos do diálogo, do respeito, da educação e do entendimento comprometido com a verdade e a paz de forma construtiva e humana.
Nesse diapasão, o turismo, ao promover a convivência entre pessoas de diferentes formas de viver, de diferentes credos, a cada qual com um olhar, quando da visão e da leitura do mundo, abre perspectivas ao diálogo, ensejando uma oportunidade para que as pessoas não se confinem em torno de sua própria cultura, sem abrir o seu espírito para o intercâmbio aos diversos modos de pensar e de viver.
O turismo, como se sabe, é uma atividade municipalista, do global para o local, além do mais, é importante salientar que a sua prática somente é boa para a cidade-destino, se for boa para os seus residentes, os nativos do lugar onde ele acontece. A magia do turismo está na arte da convivência e da descoberta.
Viajar é fascinante! Ter o olhar contemplativo da folha que cai, dos pássaros que aqui gorjeiam e não gorjeiam como lá, do mundo que, à Santo Agostinho, é um livro: “quem não viaja, lê apenas a primeira página.” Vamos passar as páginas, viajando e, apesar da globalização, encontrando na unidade/diversidade a nossa identidade cultural, graças, em parte, ao turismo, espécie de ponte entre as pessoas, um elo na chamada indústria da paz.
O turismo, quando não tem o perfil de sustentável, corre o risco de provocar o esgotamento dos recursos naturais, a deformação cultural e o desequilíbrio da comunidade local.
Decorre, daí, o turismo sustentável e sua relevância, porque objetiva reduzir os efeitos negativos das atividades inerentes. Sua importância é universalmente aceita como uma abordagem cobiçada e politicamente acertada para o desenvolvimento do turismo.
Logo, incentivar o turismo sustentável ajuda a fortalecer a atividade a longo prazo, sustentada na preservação ambiental e cultural, qualificando o destino turístico, e gerando benefícios econômicos e sociais permanentes.
Preservar é preciso! Não podemos deixar que o turismo destrua o próprio turismo!
Roberto Pereira é membro efetivo e benemérito do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, do Instituto Histórico, Arqueológico e Geográfico de Goiana, da Academia de Artes e Letras de Goiana, da Academia Brasileira de Eventos e Turismo e da Academia Pernambucana de Letras.


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