O dia consagrado à cultura pernambucana é para lembrarmos o quanto somos pródigos de história e tradição, engenho e arte, talento e criatividade
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Deve-se à Academia Pernambucana de Letras, à época presidida por Luiz Delgado, a sugestão ao Governo do Estado, na pessoa do escritor Marcos Vilaça, então chefe da Casa Civil, da data do abolicionista Joaquim Nabuco – 19 de agosto de 1849 – como o Dia da Cultura Pernambucana. (No Brasil, 19 de agosto também se celebra o Dia da Historiadora e do Historiador.)
A homenagem a Nabuco foi menos por sua luta em defesa dos escravos, dos “santos negros”, como ele gostava de aludir, e mais pela magia dos seus saberes diversos: um humanista de densa e extensa obra, com ênfase para Minha Formação e Um Estadista do Império, como a indicar o escritor de estilo inexcedível, um dos maiores da nossa literatura.
Joaquim Nabuco não foi apenas um abolicionista. Foi, sobretudo, um reformador social à medida que, defendendo a libertação dos escravos, apregoava a inclusão destes à vida comunitária, fazendo-os seres sociais.
Da Casa de Carneiro Vilela vieram os argumentos à inteligência de Joaquim Nabuco, condensada nos seus pendores de escritor e poeta, ensaísta e conferencista, teatrólogo, pensador e jornalista, um dos mais insignes talentos do seu tempo.
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O Dia da Cultura Pernambucana tem como motivação não somente a cultuação daquele que, sendo um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, foi também o primeiro secretário daquela Corte literária. O dia consagrado à cultura pernambucana é para lembrarmos o quanto somos pródigos de história e tradição, engenho e arte, talento e criatividade. E para rememorarmos as antecipações político-libertárias deste estado irredento.
Celebrar é preciso! Comemorar o primeiro grito de República, em 1710, professado em Olinda, por Bernardo Vieira de Melo. Relembrar a Junta Governativa de Goiana e, na sequência, a Convenção de Beberibe, que, em 1821, nos deixou autônomos numa alvorada à Independência Nacional.
Inúmeros são os mosaicos em que poderíamos cravar os nomes dos nossos heróis e mártires, artistas e artesãos, poetas e literatos, escritores e ficcionistas, pintores e escultores, historiadores, uns vivos, outros luzindo a bela paisagem cultural de Pernambuco.
Nesse caleidoscópio cultural, alvíssaras ao Movimento de Cultura Popular, à frente Paulo Freire, em 1960; ao Movimento Armorial da criação de Ariano Suassuna, em 1970; ao Mangue Beat, dos idos de 1991, este unindo a música regional do Nordeste (como o maracatu e o coco) a gêneros como rock, hip hop e funk, com destaque para Chico Science.
Ressalte-se também a etnia em cuja miscigenação repousa muito da cultura afro-brasileira, indígena e as europeizadas do homem branco.
Guararapes, cujo legado, segundo Gilberto Freyre, foi o “endereço certo à unidade brasileira.”
Volto a sugerir que a data de nascimento do autor de Casa-Grande & Senzala – 15 de março de 1900 – seja consagrada como o Dia da Cultura Recifense.
A biografia de Freyre engrandece a inteligência dos recifenses e pernambucanos, sobrelevada, por sua vida e sua obra, a uma transposição no tempo, numa eloquente superação de valores.
O Brasil conferiu a Ruy Barbosa – 5 de novembro de 1849 – o Dia da Cultura Nacional.
Eis Pernambuco de espírito engalanado no dia de sua cultura, mesmo que transcorrida em brancas nuvens, data esta como expressão da arte e dos usos e costumes, da humanização, dos seus valores ligados à música, à gastronomia, à literatura, à ensaística, à estética, ao folclore, ao artesanato, à dança, à identidade do nosso povo, às lições cívico-culturais dos nossos antepassados, à nossa independência, já que a vida e a liberdade são valores intrínsecos à condição humana.
Louvando a cultura de Pernambuco, cantemos, em uníssono, Leão do Norte, de Lenine:
“Sou o coração do folclore nordestino / Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá / Sou um boneco do Mestre Vitalino / Dançando uma ciranda em Itamaracá / Eu sou um verso de Carlos Pena Filho / Num frevo de Capiba, ao som da orquestra armorial / Sou Capibaribe num livro de João Cabral.
Sou mamulengo de São Bento do Una / Vindo num baque solto de um Maracatu / Eu sou um auto de Ariano Suassuna / No meio da Feira de Caruaru / Sou Frei Caneca no Pastoril do Faceta / Levando a flor da lira pra Nova Jerusalém / Sou Luiz Gonzaga, eu sou do mangue também.
Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, eu sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte.
Sou Macambira de Joaquim Cardoso / Banda de Pife no meio do Canavial / Na noite dos tambores silenciosos / Sou a calunga revelando o Carnaval / Sou a folia que desce lá de Olinda / O Homem da Meia-Noite puxando esse cordão / Sou jangadeiro na festa de Jaboatão.
Eu sou mameluco, sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte / Eu sou mameluco, eu sou de Casa Forte / Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte.”
Roberto Pereira foi secretário de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco, é membro da Academia de Letras e Artes de Goiana, da Academia Pernambucana de Letras e da Academia Brasileira de Eventos e Turismo.




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