Roberto Carlos conta à Folha como convidou Bethânia a gravar ‘Amiga’

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Roberto Carlos conta à Folha como convidou Bethânia a gravar ‘Amiga’


Roberto Carlos, que teve canções marcadas pela interpretação de Maria Bethânia, falou com exclusividade à Folha sobre a importância da cantora e da gravação, feita pela dupla, da canção “Amiga”, em 1982.

“Eu fiz uma música chamada ‘Amiga’ e pensei em gravar com a Bethânia. Porque essa música é um diálogo. Estava em Los Angeles. Nessa época eu gravava lá. Liguei para Maria Bethânia e a convidei para gravar. Para minha surpresa, ela topou na hora. Pegou um voo e foi ao meu encontro. Depois gravamos o clipe”, lembra Roberto. “Ela é uma pessoa maravilhosa. Uma artista, uma cantora e uma intérprete maravilhosa. Ela é simplesmente Maria Bethânia.”

Na entrevista à Folha, sobre os grandes momentos de seus 60 anos de carreira, Bethânia relembra como estimulou Caetano Veloso a ouvir Roberto Carlos e prestar atenção no mundo da jovem guarda e da guitarra elétrica.

Caetano acabou registrando a dica da irmã em “Baby”. A canção tem uma passagem na letra que diz que você precisa “ouvir aquela canção do Roberto”. Leia a seguir o trecho da entrevista em que Bethânia fala sobre esses assuntos.

Você influenciou a aproximação dos tropicalistas com Roberto Carlos. Qual era sua visão sobre Roberto? Você influenciou, mas não quis se envolver com o tropicalismo.

Não, eu não gosto de me envolver em nada que me aprisione. Eu gosto de ficar livre. Porque se você faz e entra para o movimento, tem a roupa, tem o cabelo, tem o estilo, tem a palavra, tem o ritmo, o tipo de música, o comportamento. Tudo isso vai aprisionando. Gosto de não ter nada e mexer em tudo que eu quiser. É assim que eu gosto.

Sim, mas aí você deu o toque sobre Roberto.

Falei isso porque sempre achei Caetano uma coisa extraordinária. Como pensador, homem, músico, compositor. Eu ouvia Caetano muito naquele “quenquenquen” de violão bossanovista. Lindíssimo! Não estou falando mal da bossa nova, um deslumbre! Mas não era o tamanho de Caetano, entendeu?

Eu leio tudo, vejo tudo que posso, televisão… Ficava de tarde encantada de ver aquele programa daqueles dois rapazes [Roberto e Erasmo]. Eu dizia: “Isso tem um calor e está certo. Tem que dar um passinho”. Não era nem uma coisa, nem outra. Nem bossa nova, nem jovem guarda, mas os dois podiam contribuir para uma coisa outra. E sabia que era a raiz para Caetano brotar.

Então, falei: “Ouve! Troque o violão pela guitarra, pelo amor de Deus, mude um pouco esse som” [risos]. Porque era tanta obsessão e tanta reverência ao violão de João, à sonoridade de João…

Maravilhoso João, meu querido amigo! Fora do comum, um homem raro, um gênio.



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