Trump tentou ajudar Milei com apoio financeiro, mas a fala sobre “generosidade” virou ingerência e reação nacionalista que serve de alerta para Lula.
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Desde que voltou à Casa Branca, Donald Trump tem mostrado uma habilidade curiosa para transformar aliados em problemas diplomáticos. E inflar a popularidade de adversários.
O republicano parece carregar um toque de reverso político. Sempre que decide ajudar um parceiro fora dos Estados Unidos, o resultado é o oposto do pretendido. O fenômeno pode até ganhar um apelido: o dedo podre de Trump. Algo como a habilidade de um rei Midas às avessas.
Interferência no Canadá
A primeira investida veio no Canadá, logo no início deste ano. O presidente americano tentou fortalecer o Partido Conservador, que enfrentava o enfraquecido governo de Justin Trudeau. Trump chegou a dizer que, se os conservadores não vencessem, o Canadá teria dificuldades em negociar com Washington.
O discurso, que soava como uma ameaça, uniu o eleitorado canadense em torno do premiê. O grupo de Trudeau, que aparecia mal nas pesquisas, acabou vencendo as eleições. Foi o primeiro exemplo da estranha capacidade de Trump de fortalecer adversários.
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O efeito mexicano
Em seguida, Trump mirou o México. A presidente Claudia Sheinbaum, mais identificada com a esquerda, virou alvo direto das declarações do republicano. O plano era enfraquecer a gestora e abrir espaço para um governo mais conservador na fronteira sul.
O resultado foi o contrário. Sheinbaum disparou na popularidade e hoje é a segunda líder de governo mais bem avaliada do mundo, atrás apenas de Narendra Modi, da Índia.
A tentativa de interferência americana reforçou o discurso nacionalista da presidente mexicana e aumentou o apoio interno ao seu governo.
No Brasil, o padrão se repete
No Brasil, a aproximação com Jair Bolsonaro produziu o mesmo efeito. Enquanto Trump tentava apoiar o ex-presidente, Lula cresceu com o discurso de soberania e independência nacional. O apoio estrangeiro acabou fortalecendo o adversário interno.
Bolsonaro viu seu capital político se reduzir com as condenações e com o esvaziamento do debate sobre anistia. O Brasil foi mais um caso em que a mão de Trump pesou contra seus aliados.
A armadilha argentina
A mais recente confusão foi esta semana e envolve Javier Milei, presidente da Argentina. Passando por um período de baixa aprovação e buscando reforçar sua imagem antes das eleições legislativas, este mês, Milei apostou em uma parceria financeira com os Estados Unidos. A promessa de ajuda seria usada como vitrine política.
No entanto, durante o anúncio, Trump afirmou publicamente que, se o partido de Milei não tivesse bom desempenho nas urnas, os Estados Unidos “deixariam de ser generosos”.
A frase soou como ingerência e detonou uma reação nacionalista na Argentina. Patrícia Bullrich, ministra de Milei, tentou minimizar o estrago dizendo que a declaração tinha um sentido filosófico, mas o dano já estava feito.
O presidente argentino, em vez de sair fortalecido, virou alvo de críticas por submeter o país à influência americana.
O peso da amizade com Trump
Ser amigo de Trump é bom, mas tem suas limitações e um ônus que Lula tem que saber se está disposto a carregar. Principalmente com a aproximação que está acontecendo desde a “química” (ou a indústria petroquímica) entre eles nas últimas semanas.
O presidente brasileiro tem conseguido equilibrar a relação com Washington sem comprometer seu discurso de soberania até agora. Essa habilidade política foi uma das bases de sua recuperação de imagem nos últimos meses.
Mas a convivência com Trump exige cuidado. O histórico do americano mostra que sua presença pode virar um problema para os aliados. Cada vez que ele tenta ajudar, desperta o inesperado e fortalece os opositores.
O risco para Lula
Se Lula se aproximar demais de Trump, poderá perder parte desse simbolismo e abrir espaço para críticas internas. Tudo isso terá repercussão na eleição de 2026.
Não, os bolsonaristas não irão atacar Lula dizendo que ele “se vendeu” aos EUA, porque eles fizeram isso primeiro. Mas a disputa terá outros candidatos que levantarão qualquer incoerência lulista no discurso de soberania.
O risco de contaminação política existe, e a história recente mostra que o dedo podre de Trump raramente erra o alvo.

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