Avanço da robótica cirúrgica eleva a precisão, segurança e rapidez em procedimentos minimamente invasivos, com recuperação mais ágil para os pacientes
Cinthya Leite
Publicado em 17/08/2025 às 20:56
| Atualizado em 17/08/2025 às 21:23
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A medicina avança a passos largos com a incorporação da tecnologia, e a robótica cirúrgica se destaca como uma das maiores inovações. A primeira cirurgia robótica realizada no Brasil aconteceu em 2008. Após 17 anos, o número de procedimentos vem crescendo gradativamente e se expandindo para diversas especialidades cirúrgicas.
O número de robôs usados durante as cirurgias no Brasil mais do que dobrou nos últimos anos. Em 2018, eram 51 equipamentos. Atualmente, já são mais de 100.
Ao utilizar sistemas como o robô-cirurgião Da Vinci X, os médicos realizam procedimentos com uma precisão e controle que seriam impossíveis com as mãos humanas. A tecnologia oferece uma orientação visual avançada com uma câmera de alta definição, além de permitir que o cirurgião visualize o campo operatório em 3D e com até 10 vezes o aumento.
A união da robótica e da inteligência artificial com o conhecimento dos profissionais da saúde traz inúmeros benefícios. Procedimentos com a ajuda do Da Vinci X, por exemplo, são menos invasivos e com menor perda de sangue.
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Como resultado, os pacientes experimentam uma recuperação mais rápida e com menos dor. A plataforma é tão versátil que é usada em uma grande variedade de especialidades, incluindo cirurgias gerais, oncológicas, urológicas, ginecológicas, torácicas, bariátricas e de cabeça e pescoço.
Hospital Santa Joana Recife moderniza sua plataforma de cirurgia robótica
Pioneiro na cirurgia robótica em Pernambuco, o Hospital Santa Joana Recife atualizou recentemente o seu sistema, substituindo o antigo Da Vinci Si-HD pelo modelo mais avançado: o Da Vinci X.
Segundo o médico urologista Guilherme Lima, coordenador médico do programa de robótica do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, a chegada do Da Vinci X proporciona um cuidado mais seguro, ágil e humanizado para várias especialidades médicas.
A técnica robótica oferece muitas vantagens em comparação à cirurgia tradicional e até mesmo em relação à cirurgia laparoscópica. Agora realizada com o auxílio do robô-cirurgião Da Vinci X, a cirurgia confere maior precisão, movimentos em 360 graus (impossíveis com os braços humanos), além de ser menos invasiva.
“Também oferece facilidade de acesso a diversas estruturas do corpo e mais amplitude de movimento para o cirurgião, proporcionando redução da perda de sangue durante o procedimento, menor tempo operatório, menos dor no pós-operatório e menos risco de infecção”, frisa Guilherme Lima.
Ele acrescenta outra vantagem. “O tempo de recuperação do paciente é muito mais rápido do que em um tratamento tradicional, chegando a ter alta do hospital em menos de 24 horas.”
Desde a sua implantação em 2016, o programa de cirurgia robótica do Santa Joana já atendeu cerca de 2.500 pacientes. As especialidades que mais se beneficiaram com o método minimamente invasivo foram urologia e cirurgia bariátrica.
Acesso desigual: a realidade da cirurgia robótica no SUS
Embora a tecnologia de ponta, como a cirurgia robótica, esteja cada vez mais presente em hospitais privados de referência, a integração no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda representa um desafio.
O alto custo de aquisição e manutenção desses equipamentos, somado à necessidade de capacitação especializada dos profissionais, cria uma barreira de acesso que limita a democratização dessa tecnologia.
Assim, a maior parte da população brasileira permanece sem acesso aos benefícios de procedimentos menos invasivos e com recuperação mais rápida, o que aprofunda as desigualdades na saúde pública.
A expansão da robótica no SUS precisa ser um tema de debate crescente entre gestores e especialistas em saúde pública. A longo prazo, a adoção dessa tecnologia pode resultar na redução de custos indiretos, como menor tempo de internação, menos complicações pós-cirúrgicas e um retorno mais rápido dos pacientes às suas atividades diárias.
O desafio é encontrar modelos de financiamento e parcerias estratégicas que viabilizem a incorporação progressiva desses avanços, a fim de garantir que o direito à saúde de alta qualidade não seja um privilégio de poucos.
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