Estudo aponta que 60% dos moradores nordestinos separam resíduos em casa, mas falta de estrutura inviabiliza reciclagem efetiva na região
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Uma pesquisa realizada pelo movimento Plástico Transforma, em parceria com o Instituto Qualibest, revelou que seis em cada dez moradores da região Nordeste separam em casa os resíduos orgânicos e recicláveis. Contudo, quatro em cada dez pessoas apontam a falta de coleta seletiva na rua como o principal impedimento para a efetivação da reciclagem.
Sobre essa realidade, a professora Soraya El-Deir, pesquisadora na área de gestão ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), destacou, durante sua participação na coluna ‘Responsabilidade Social‘ do programa Balanço de Notícias, da Rádio Jornal, a necessidade de uma estrutura que vá além da separação doméstica.
“Saindo da sua casa, tem que ter toda uma rota tecnológica, uma infraestrutura que dê suporte a essa separação”, explicou El-Deir.
Segundo a pesquisadora, a cidade do Recife, que possui alguma infraestrutura, absorve apenas 2% do que é produzido pela população. Outros 12% são coletados por catadores, muitas vezes sem apoio. Ela ressalta: “Se todo mundo hoje resolver fazer a coleta seletiva, a gente não tem infraestrutura na cidade do Recife para dar suporte a isso.”
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Confira a coluna na íntegra:
A problemática dos plásticos
A professora considera a questão do plástico “extremamente preocupante”. Ela chama atenção especialmente para o plástico de uso único — copinhos, canudos, pratos e talheres descartáveis.
“Este é muito preocupante porque, em sua maioria, não é reciclável. Ele acaba indo para um aterro sanitário, para um lixão ou para os rios, o que é terrível”, afirmou.
No Brasil, a distribuição do uso do plástico é a seguinte:
- 8% na área médica;
- 10% nos transportes em geral;
- 18% na construção civil e infraestrutura;
- 23% em bens de consumo;
- 35% apenas em embalagens, descartadas logo após o uso.
Lixões a céu aberto: um problema persistente
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 1.700 municípios brasileiros — mais de 30% do total — ainda admitiam ter lixões a céu aberto em 2023. Isso acontece mesmo com a vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que já tem mais de uma década, e da Lei de Crimes Ambientais de 1996, que proíbem depósitos irregulares.
“É verdade. E veja que estranho: a gente tem a política nacional de resíduos sólidos, que já está em vigor há muito mais do que uma década, e ela já deveria ter acabado com os lixões”, comentou El-Deir.
Pernambuco é citado como exemplo positivo. Graças a um acordo com o Tribunal de Contas do Estado e a Associação Municipalista de Pernambuco, todos os municípios encerraram os aterros sanitários irregulares, direcionando os resíduos para rotas tecnológicas adequadas.
Mesmo assim, a presença de lixo em locais inadequados ainda é uma realidade. No Brasil, a região Nordeste segue sendo a mais representativa na existência de lixões, em comparação com o Sul e o Sudeste.
Iniciativas e responsabilidade individual
Um avanço interessante ocorreu em Fernando de Noronha. Um decreto distrital de 2018 proibiu canudos, copos e outros descartáveis de uso único, o que resultou em uma experiência considerada “excelente” e na ausência desse tipo de resíduo na ilha.
A professora sugere que o sucesso de Fernando de Noronha, com cerca de 3 mil habitantes, pode servir de modelo para outros municípios. Soraya El-Deir concluiu sua participação reforçando a importância da ação individual: “É preciso que cada um assuma a sua responsabilidade.”
*Texto escrito com auxílio de inteligência artificial, com base em conteúdo original da Rádio Jornal, e sob supervisão e análise de jornalistas profissionais.


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