Relembre as fotos mais marcantes de Evandro Teixeira, morto aos 88 anos

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Relembre as fotos mais marcantes de Evandro Teixeira, morto aos 88 anos


As fotografias de Evandro Teixeira, um dos símbolos do fotojornalismo brasileiro, morto nesta segunda-feira (4) aos 88 anos, escancarou a violência de regimes autoritários que marcaram a América Latina no século passado, no Brasil, com a ditadura militar, e no Chile, sob Augusto Pinochet.

Teixeira, que tinha 88 anos, enfrentava uma leucemia crônica havia dez anos e morreu por complicações de uma pneumonia, segundo familiares. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, bairro do Rio de Janeiro, desde o início de setembro.

Veja, na galeria abaixo, suas principais fotos, alçadas ao status de arte, por museus e galerias no Brasil e no exterior.

Conheça sua trajetória

Teixeira nasceu em Irajuba, no interior da Bahia, em 1935, filho de um fazendeiro e uma dona de casa. Aos 15 anos, mudou-se para Jequié, para estudar e trabalhar em um jornal local. Foi então que comprou sua primeira câmera e começou a estudar fotografia.

Em 1954, ele se mudou para Salvador, onde estagiou no Diário de Notícias. Três anos depois, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a estagiar no Diário da Noite. O fotógrafo permaneceu no periódico até 1963, ano em que foi para o Jornal do Brasil.

O jornal havia oferecido um emprego ao fotógrafo dois anos antes, mas ele havia recusado, porque não se sentia preparado. Foi no Jornal do Brasil, onde trabalhou por 47 anos, que fez seus trabalhos mais marcantes.

Relembre seu trabalho mais importante

Entre suas coberturas, destaca-se a cobertura das manifestações contra o regime no centro do Rio de Janeiro no dia 21 de junho de 1968, a chamada Sexta-Feira Sangrenta, quando a cavalaria das Forças Armadas reagiu com truculência a um protesto de estudantes.

Uma das cenas registradas por Teixeira mostrava dois soldados perseguindo um estudante, que estava prestes a cair no chão. “O rapaz levou uma bordoada tão violenta que se desequilibrou e caiu, batendo a cabeça no meio-fio. Deu um berro horroroso e ficou lá se estrebuchando”, lembrou o fotógrafo à reportagem quatro anos atrás.

Quando notaram que a cena era registrada, os soldados deixaram de lado o rapaz agredido e partiram para cima do fotógrafo, que conseguiu escapar. O jovem perseguido, um estudante de medicina, foi um dos dezenas de mortos naquele dia. Essa foto se tornou a principal imagem da campanha da Folha pela democracia, em 2020.



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