Ranking ABES 2025 aponta gargalo no esgotamento sanitário da capital, com apenas 41,59% da população conta com rede coletora de esgoto
JC
Publicado em 25/12/2025 às 16:58
| Atualizado em 25/12/2025 às 17:09
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A edição de 2025 do Ranking ABES da Universalização do Saneamento revela que o Brasil ainda percorre um longo caminho para atingir as metas de atendimento pleno à população. O estudo, que avalia 2.483 municípios (cerca de 80% da população brasileira), utiliza cinco indicadores fundamentais: abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, além da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. No panorama nacional, a maioria esmagadora das cidades (74,22%) encontra-se na categoria “Empenho para universalização”, evidenciando que, embora existam esforços, a infraestrutura básica ainda é insuficiente para a maioria dos brasileiros. A capital pernambucana foi classificada na categoria “Empenho para universalização”, com uma pontuação total de 396,29.
Entre os indicadores, o Recife apresenta um desempenho robusto na gestão de resíduos sólidos, com 98,39% de cobertura de coleta e 100% de destinação final adequada. No entanto, o gargalo principal reside no esgotamento sanitário: apenas 41,59% da população conta com rede coletora de esgoto. O abastecimento de água atinge 82,01% dos habitantes, enquanto o tratamento do esgoto (referido à água consumida) alcança 74,30%.
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Essa precariedade na infraestrutura reflete-se diretamente na saúde pública. Recife registrou uma taxa de 64,97 internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) para cada 100 mil habitantes em 2023. O estudo da ABES reforça que, nacionalmente, quanto menor o acesso ao saneamento, maior a incidência dessas internações, que incluem diarreias e hepatite A.
O cenário nos municípios de Pernambuco
No Estado, o cenário é de predominância na categoria intermediária de desempenho. Entre as cidades de grande porte (acima de 100 mil habitantes), nomes como Olinda (375,15), Caruaru (384,67) e Paulista (359,34) também figuram em “Empenho para universalização”. Outras cidades importantes como Jaboatão dos Guararapes (324,41) e Petrolina (317,40) apresentam pontuações mais baixas dentro da mesma faixa. No extremo inferior do grupo de grande porte no Estado, encontram-se Camaragibe (269,79) e Igarassu (275,21).
Já entre os municípios de pequeno e médio porte, os destaques positivos em pontuação são Fernando de Noronha (415,63) e Exu (413,19), ambos em “Empenho para universalização”. Por outro lado, algumas localidades ainda dão os “Primeiros passos para a universalização”, categoria com pontuação abaixo de 200, como Casinhas (189,12), Betânia (199,63) e Santa Cruz (197,47).
Panorama Nacional
O Brasil apresenta uma disparidade regional acentuada. Enquanto as regiões Sudeste e Sul concentram municípios na categoria mais alta, “Rumo à universalização” (acima de 489 pontos), o Nordeste, o Norte e o Centro-Oeste não possuem representantes nesse nível máximo. Curitiba (PR) destaca-se como a única capital brasileira a atingir o topo do ranking.
Um ponto crucial destacado pela ABES é a relação entre planejamento e eficiência. Municípios que possuem o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) tendem a apresentar melhores indicadores. Entre as cidades classificadas como “Rumo à universalização”, 84,13% possuem o plano, enquanto no grupo de menor desempenho (“Primeiros Passos”), o percentual cai para 55,19%.
VEJA OS PRINCIPAIS RESULTADOS:
- Recife: A capital pernambucana obteve uma pontuação total de 396,29, sendo classificada na categoria “Empenho para universalização”.
- Melhores Resultados de Pernambuco (Maiores Pontuações) municípios apresentam os indicadores mais avançados do estado, todos situados na categoria “Empenho para universalização”:
1. Fernando de Noronha: 415,63 pontos.
2. Exu: 413,19 pontos.
3. Recife: 396,29 pontos.
4. Caruaru: 384,67 pontos.
5. Toritama: 375,52 pontos. - Piores Resultados de Pernambuco (Menores Pontuações) municípios encontram-se nos estágios iniciais de saneamento, com a maioria pertencendo à categoria “Primeiros passos para a universalização” (abaixo de 200 pontos):
1. Casinhas: 189,12 pontos.
2. Santa Cruz: 197,47 pontos.
3. Betânia: 199,63 pontos.
4. Floresta: 200,85 pontos.
5. Santa Filomena: 209,76 pontos.

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