A pouco mais de um ano das eleições, governadora concentra esforços em agendas no interior e fica ausente de visitas do governo Lula a Pernambuco
Pedro Beija
Publicado em 26/08/2025 às 22:54
| Atualizado em 26/08/2025 às 23:21
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Nos últimos meses, o Governo Federal intensificou as agendas em Pernambuco, incluindo uma visita do presidente Lula (PT) no último dia 14 de agosto. No entanto, as visitas mais recentes do presidente e de seus ministros no estado contam com uma coisa em comum: a ausência da governadora Raquel Lyra (PSD).
A governadora, que já teve o nome defendido por ministros do Governo Federal e por quadros da base de Lula, parece estar mais distante do presidente, diferente dos últimos dois anos, quando sua presença era frequente em eventos ao lado do petista e de ministros em Pernambuco.
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Enquanto isso, em outra via, PSB e PT intensificaram a costura de alianças, visando a viabilização de uma eventual candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), para o Governo de Pernambuco, além da candidatura de Humberto Costa (PT) ao Senado, tida como prioridade petista em Pernambuco.
Lula, por sua vez, ainda não definiu seus apoios em Pernambuco e tampouco possui objeções à eventual possibilidade de um palanque duplo no estado, mas viu as declarações públicas de João Campos durante a sua última visita ao Recife, no último dia 14 de agosto, evento no qual a governadora não participou, tendo optado por agendas no Sertão.
João aproveitou a ausência de Raquel na última visita de Lula ao Recife e se colocou como um “soldado” do presidente da República e que faria a defesa do nome do petista.
“Eu era menino, quando o presidente veio oito vezes a Pernambuco. Meu pai (Eduardo Campos), como governador, o recebeu todas as vezes. Eu quero dizer, presidente, que onde o senhor estiver no meu estado e na minha cidade, eu estarei ao seu lado, defendendo o seu nome e dizendo que eu sou um soldado do senhor”, disse.
No mesmo dia, Raquel, que havia optado por manter suas agendas em Petrolina e Ouricuri, não ignorou a visita de Lula e reforçou que tem uma parceria com o presidente.
“Nós temos parceria com o governo Lula, com a Presidência da República e com todos os ministros de Estado”, afirmou.
Lula, por sua vez, já indicou que não faz objeção à possibilidade de palanque duplo em Pernambuco, caso tenha o apoio de Raquel e João. O pessebista, no entanto, concentra os esforços em garantir palanque único com o petista.
Em entrevista ao JC, durante sua última visita ao Recife, Lula afirmou que é “precipitado” falar sobre apoios em Pernambuco, mas destacou “privilégio” dos pernambucanos em contar com nomes como Raquel e João na política.
“É precipitado definir, agora, como iremos atuar nas eleições do ano que vem em Pernambuco, o que depende ainda de muito diálogo com os partidos, as lideranças e, principalmente, o povo do estado. Mas de uma coisa eu sei: os recifenses – e os pernambucanos, em geral – têm um grande privilégio ao contar com políticos do porte da governadora Raquel Lyra e do prefeito João Campos”, disse.
“São pessoas do mais alto nível e realmente comprometidas com a população. E sua juventude me dá a certeza de que ambos poderão contribuir ainda mais para a política de Pernambuco e do Brasil como um todo nos próximos anos”, complementou.
Ausências de Raquel Lyra chamam atenção em meio a articulações para 2026
Nesta quarta-feira (26), o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), voltará ao Recife para cumprir agendas, pouco mais de um mês após sua última visita, mas novamente não contará com a presença da governadora, que já possui roteiro com visita a municípios da Mata Sul e do Agreste. No mesmo dia, o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, tem agendas em Petrolina, no Sertão.
Em rápida passagem por Brasília, nesta terça-feira (25), a governadora não teve agendas com o governo Lula, que realizou reunião ministerial. Na capital federal, Raquel participou do evento Conexões Saneamento 2025, promovido pela Associação Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON SINDCON), que celebrou os cinco anos do Marco Legal do Saneamento.
Entre julho e agosto, além de Camilo Santana, os ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Alexandre Padilha (Saúde) e Jader Filho (Cidades), realizaram agendas em Pernambuco, também sem a presença da governadora, que enviou representantes, como a vice-governadora Priscila Krause (PSD).
Os ministros pernambucanos de Lula, Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e André de Paula (Pesca e Aquicultura), naturalmente possuem agendas com maior frequência no estado, mas também encontram a ausência da chefe do Executivo estadual nos últimos meses.
Postulante a uma cadeira no Senado em 2026, Silvio tem adotado tom cada vez mais crítico à governadora, em eventos com aliados em Pernambuco, como o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Saiba como assistir aos Videocasts do JC

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