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No começo da semana, ao participar de uma audiência pública na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o secretário de Planejamento, Fabricio Marques revelou que as dificuldades de aprovação de vetos da governadora, Raquel Lyra fará os deputados perderem uma das quatro oportunidades de mudar o destino dos recursos do orçamento estadual ainda em 2026 o que fatalmente os impedirá de ver os recursos serem destinados as cidades e entidades de seu interesse ate dezembro.
Raquel Lyra, como se sabe, trava um embate absurdo com os deputados da oposição que controlam as comissões na Assembleia e que têm abusado de medidas regimentais para retardar a aprovação dos projetos enviados pelo Executivo ao plenário, onde conta com uma folgada maioria que lhe assegura vitória nas votações quando os projetos chegam ali.
Mudança de padrão
Mas a referência de Fabrício Marques às emendas e ao retardo na aprovação do orçamento de 2026 chama a atenção para o comportamento da governadora no pagamento das emendas parlamentares: uma despesa era irrisória até o governo Paulo Câmara e que, ao final do último ano do atual governo Raquel Lyra, chegará ao valor de R$ 393,30 milhões, se as entidades que os deputados apresentarem os documentos exigidos.
Até o final de 2025, o governo já pagou exatos R$ 485.229.863,00 em emendas parlamentares. Como ainda tem R$ 89.289.586,00 do orçamento de 2025, em tese, a governadora poderá chegar ao final do quarto de mandato tendo pagado quase R$ 1 bilhão (R$ 968.822.449) em emendas na maior transferência de recursos do Executivo para instituições e entidades listadas pelos deputados.
Ajuda na campanha
Pagar R$ 1 bilhão em emendas para deputados deverá fazer a diferença na campanha eleitoral da base aliada da governadora.
Mas também vai ajudar muito os senhores deputados da oposição que tiveram a oportunidade de indicar recursos que eram impensáveis nos governos do PSB quando as demandas da Assembleia Legislativa eram quase que totalmente ignoradas.
E o não pagamento de emendas do governo Paulo Câmara acabou levando a atual gestão a restaurar parte das emendas de anos anteriores para serem pagas a partir de 2023, chegando ao total de R$ 21,139 milhões.
Quem se organiza
A disparada no pagamento de emendas decorre de uma nova legislação aprovada no final do governo passado. Mas, a partir do atual governo, virou uma mão na roda de vários deputados que se organizaram para receber o mais depressa possível os recursos que eram destinados aos seus redutos.
Em 2023, com as novas regras, o Executivo pagou apenas metade das emendas simplesmente porque as entidades listadas por ele não apresentaram documentação.
Foram pagos R$ 78,138 milhões de um orçamento aprovado de R$ 156,316 milhões. O não pagamento das emendas gerou uma crise, com os deputados se queixando dos pagamentos enquanto o governo afirmava que não tinha pago porque não havia documentação.
Metodologia
Em 2024, o governo melhorou a metodologia e pagou R$ 112,493 milhões do orçamento daquele ano e mais R$ 107,873 milhões do que não foi pago referente a 2023, além de R$ 1,501 milhões de exercícios anteriores. Naquele ano, o Executivo executou 86% do previsto.
No ano passado, com os sistemas mais azeitados, o executivo pagou R$ 199,588 milhões e mais R$ 13,710 milhões em exercícios anteriores. Foi a primeira vez que o executivo realizou 70% do orçamento de emendas.
Vetos apreciados
Em 2026, a programação prevê que sejam pagos R$ 394,303 milhões, um valor inimaginável no governo do PSB. Mas com as dificuldades de apreciação dos vetos da governadora pela Assembleia Legislativa, o pagamento do valor orçado terá mais dificuldades do que apenas a apresentação da documentação.
Na prática, a não aprovação do OGE 2026 integral impede o Executivo de remanejar recursos em até 20% do orçamento total , porque o governo corre o risco de ficar sem caixa para os desembolsos normais, o que leva o Executivo a postergar o pagamento das emendas.
Quatro vezes
Além disso, existe um outro fator que deve atrasar o pagamento de emendas relacionadas à redução do número de vezes que um deputado pode mudar o destino de uma verba.
A partir de 2026, o parlamentar só pode mudar o destinatário quatro vezes. Com o atraso da análise do veto, o ciclo de março já está prejudicado, de modo que apenas três ciclos poderão ser feitos.
Exigências de Dino
Além disso, os estados terão que enfrentar uma nova lista de exigências determinadas pelo ministro Flávio Dino, com 28 exigências de pagamento, o que exigirá muito mais cuidado dos deputados na hora de escolherem o destino de sua dotação, que será de R$ 8,047 milhões.
Efeito da escala 6×1 no PIB brasileiro
Estudo da FIA Business School indica que uma eventual substituição da escala 6 por 1 por uma jornada semanal de 40 horas pode provocar uma redução relevante na geração de riqueza do varejo brasileiro no curto prazo, aponta.
Como o conjunto desses setores representa cerca de 7% do PIB brasileiro, o impacto agregado pode significar uma redução mínima estimada de 0,32 ponto porcentual no Produto Interno Bruto.
Supermercados
O estudo estimou quedas de 2,8% nos Supermercados: 1,0% nos Automóveis: 0,8% nos Combustíveis e 2,4% nos demais segmentos somadas a 7% do PIB nacional.
Indústrias do Sul
Já a CNI afirma que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas teria impactos relevantes e desiguais sobre a economia nas diferentes regiões do país.
A variação ocorre em função da estrutura produtiva local, da intensidade do uso de mão de obra formal e da proporção de trabalhadores formais com tempo de trabalho próximo a 44 horas semanais.
Segundo o levantamento, as indústrias da região Sul sofrem o maior impacto percentual, com aumento de custos estimado em até 8,1%. Em valores absolutos, o Sudeste seria a região com maior aumento de custo, com elevação de até R$ 143,8 bilhões.
Máquinas na construção
O mercado de equipamentos inteligentes para construção está sendo impulsionado por um forte movimento global de expansão de infraestrutura.
De acordo com o relatório da Future Market Insights, o valor desse mercado deve crescer de US$24,4 bilhões em 2025 para US$ 81,5 bilhões em 2035, alcançando um CAGR (taxa composta anual de crescimento) de 12,8%.
No Brasil, esse movimento não acompanha a tendência de expansão. Um relatório da CNI revela que entre as empresas que responderam à pesquisa, apenas 2% têm máquinas com até 2,5 anos de uso. O maior percentual, de 28%, possui equipamentos com 10 a 15 anos.
Guindaste da Maersk
No próximo dia 9, APM Terminals Suape apresenta os equipamentos que são usados no novo terminal que pertence à companhia dinamarquesa Maersk. O projeto prevê que o TUP comece a operar no segundo semestre do ano.
Selo da Adagro
Nesta sexta-feira (27), na sede da Dourado Lácteos, em Pedra o diretor-presidente da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), Moshe Dayan Fernandes, juntamente com o secretário de Desenvolvimento Agrário, Pecuária e Pesca (SDA), Cícero Moraes entregou certificação Sisbi-Poa (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal) para a empresa FM Frios Indústria de Laticínios e Derivados LTDA., Gueiros e França Unalac LTDA., Ipojuca Alimentos LTDA., Dourado Indústria de Laticínios LTDA., e Indústria de Laticínios e Derivados Puríssimo da Fazenda LTDA. Todas já possuíam registro no Serviço de Inspeção Estadual (SIE).
Queijarias
Na mesma ocasião, as queijarias artesanais também receberam o registro do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) para as empresas Indústria de Laticínios Gentil LTDA., Ítalo Tenório dos Santos Melo, Itamar JB de Almeida Laticínios, Laticínio Confiança Queijaria Artesanal LTDA. E Leandro Vieira Paes Santa Luzia Indústria e Comércio de Laticínios LTDA.
Cerveja de malte
Definitivamente o brasileiro passou a beber cerveja de puro malte. Em 2025, a Ambev registrou crescimento de 17% no volume das suas cervejas premium no quarto trimestre do ano, na comparação com 2024, puxado pelas marcas Stella Artois, Spaten e Corona. Já são 19 trimestres consecutivos de crescimento das marcas premium da Ambev, com avanço liderado por Stella Artois, com destaque para Stella Pure Gold, além de Corona, Spaten e Original.
Entrada garantida
O governo Raquel Lyra está comemorando a marca de em dois anos de operação do programa Morar Bem PE – Entrada Garantida, ter chegado a 20 mil famílias contempladas em Pernambuco.
No Recife, o programa Entrada Garantida já transformou a realidade de 4.733 famílias, que deixaram a insegurança da locação ou da coabitação para conquistar o imóvel próprio. Atualmente, a capital concentra 34 empreendimentos enquadrados na modalidade, fazendo parte de um universo de 373 projetos espalhados por todo o Estado.
Ceará e Trump
O Governo do Ceará estima que pode recuperar entre US$ 700 milhões e US$ 900 milhões em exportações nos próximos seis meses após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de elevar as tarifas globais para 15%. Os produtos mais beneficiados são pescados, frutas tropicais — especialmente a manga —, mel, castanha, café e calçados.
Programa Mover
Entre 2025 e 2029, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vai destinar R$ 1,3 bilhão ao setor automotivo pelo programa Mover em cinco frentes de atuação: formação profissional; consultoria; pesquisa e desenvolvimento (P&D); apoio à criação de centros de competência; e parcerias internacionais para intercâmbio de pesquisadores para centros de excelência em outros países.
Do total previsto, R$ 1,25 bilhão é do Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), que funciona por meio de aportes de empresas do setor; R$ 25 milhões são do SENAI; e pelo menos R$ 25 milhões virão de contrapartida das empresas participantes dos projetos de P&D.
Distribuidoras
As distribuidoras de combustíveis fósseis em 2025 adquiriram 39.934.707 CBIOs dos 40,06 milhões de créditos de descarbonização (CBIOs), o que corresponde a 99% da meta total estabelecida pelo CNPE, de 40,39 milhões de CBIOs.
As metas individuais dos distribuidores estabelecidas para o ano de 2025 totalizaram 45,28 milhões de CBIOs. Isso porque consideram valores retificados em função de decisões liminares, bem como de alterações nos abatimentos de contratos de longo prazo. Desse modo, foram retirados 88,20% do total das metas individuais calculadas pela ANP.?




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