Segundo o Instituto Trata Brasil, o problema é fruto da ausência de planejamento estruturado e de investimentos constantes ao longo do tempo
Publicado em 17/07/2025 às 15:29
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A edição de 2024 do Ranking do Saneamento, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, acende um sinal de alerta para a Região Metropolitana do Recife. O estudo revelou que quatro cidades da área estão entre as 20 piores do país no acesso à água tratada e à rede de esgoto. O assunto foi tema de entrevista no Rádio Livre da Rádio Jornal sob comando de Leonardo Boris, que conversou com a presidente Executiva do Trata Brasil, Luana Pretto.
Confira a entrevista na íntegra
Listen to Ranking do saneamento: Quatro cidades do Grande Recife entre as piores do Brasil byRádio Jornal on hearthis.at
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A preocupante realidade do saneamento na Região Metropolitana do Recife
O estudo avalia os 100 municípios mais populosos do Brasil em relação ao saneamento básico. No cenário de Pernambuco, seis municípios compõem o ranking, sendo quatro deles classificados entre os 20 piores: Olinda, Recife, Paulista e Jaboatão dos Guararapes.
Esses municípios ainda não alcançaram a universalização da água tratada. Luana Preto destacou o caso de Jaboatão dos Guararapes, onde apenas 71% da população possui acesso à água. Além disso, esses municípios apresentam menos de 50% de coleta e tratamento dos esgotos: Jaboatão registra 21,47% e Recife, 41,59%. A especialista ainda apontou que estas cidades têm investido abaixo da média nacional e possuem índices elevados de perdas de água.
Diagnóstico nacional: Baixo investimento e falta de planejamento aprofundam crise
A gravidade do problema não se restringe a Pernambuco. Entre os 20 piores municípios do ranking de 2024 (originalmente citado como 2025 na fonte, mas o contexto indica 2024), quatro são do Rio de Janeiro, quatro de Pernambuco e três do Pará. Luana Preto explicou que a concretização das políticas de saneamento ocorre em médio e longo prazo, levando cerca de cinco anos para que os projetos, licenciamentos e obras sejam concluídos.
A principal razão para a situação alarmante é a ausência de um planejamento estruturado e de investimentos constantes em saneamento básico ao longo do tempo na maioria desses municípios. A capacidade econômico-financeira de muitas cidades é limitada. A presidente do Trata Brasil citou o exemplo de Santarém, que investe em média R$ 2,53 por ano por habitante em saneamento, enquanto o ideal para alcançar a universalização seria um investimento médio de R$ 223 por ano por habitante.
Saneamento como saúde preventiva e prioridade de governo
A falta de saneamento básico é uma questão que deveria ser “prioridade zero” para qualquer governo, na visão de Luana Preto, por sua estreita ligação com a saúde e o desenvolvimento socioeconômico. “Saúde e saneamento, porque ambas as questões estão extremamente ligadas”, afirmou.
A ausência de saneamento resulta em um maior número de doenças como diarreia e leptospirose, que levam adultos à perda de produtividade e salários menores, e crianças a prejuízos no desenvolvimento e menor escolaridade. Luana Preto ressaltou que, no ano passado, o Brasil registrou 344 mil internações por doenças associadas à falta de saneamento, gerando um custo desnecessário. “O saneamento também é uma saúde preventiva”, enfatizou.
Historicamente, o saneamento foi negligenciado por ser uma “obra enterrada que não dá voto”, além de envolver a necessidade de quebrar pavimentos e cobrar tarifas de esgoto, o que levou a que o tema fosse “deixado para depois”.
O Marco Legal: Um caminho para a universalização
Apesar do cenário desafiador, há esperança. Luana Preto observou uma mudança na percepção sobre o saneamento básico após a aprovação do marco legal em 2020. “Já foi pior”, disse ela. Agora, existe uma meta clara e objetiva: até 2033, mais de 5.570 municípios brasileiros precisam ter 99% da população com acesso à água e 90% com acesso à coleta e tratamento dos esgotos. Para isso, é crucial buscar formas de investimento e manter o tema na ordem do dia, já que “hoje há uma lei clara e objetiva para todos os municípios”.
O papel do cidadão na cobrança por direitos básicos
A presidente lamenta que muitas vezes a população sofra sem saber que doenças e problemas de saúde estão relacionados à falta de saneamento básico. Por isso, ela reforça a importância de os cidadãos buscarem entender se suas casas possuem água tratada, coleta e tratamento de esgotos, informações que podem ser verificadas na própria fatura de água.
“Se não tem, a gente precisa buscar informações e cobrar para que passe a ter”, aconselhou. A especialista finalizou alertando que o futuro e a dignidade de muitas famílias dependem do acesso a esses serviços básicos.
O alerta é especialmente relevante para os municípios de grande porte citados em Pernambuco – Jaboatão, Olinda, Paulista, Recife – que enfrentam um grande déficit e precisam priorizar o tema para um desenvolvimento melhor para toda a população.
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