A doença tem taxa de mortalidade de quase 100% e pode ser evitada com vacinação. Em casos de exposição, cuidados imediatos são indicados
Publicado em 14/01/2025 às 9:52
| Atualizado em 14/01/2025 às 10:06
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A raiva humana é uma das doenças infecciosas mais letais conhecidas, com taxa de mortalidade próxima a 100%.
Transmitida pelo contato com saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou lambedura, a doença é causada por um vírus do gênero Lyssavirus.
No Brasil, entre 2010 e 2024, foram registrados 48 casos de raiva humana, sendo que a maioria teve origem em contato com morcegos (24 casos), seguido por mordidas de cães (9 casos) e primatas não humanos (6 casos), de acordo com o Ministério da Saúde.
O caso recente de uma paciente de 56 anos em Pernambuco, que veio a óbito após ser atacada por um sagui, reacendeu o alerta sobre a importância da prevenção e do tratamento imediato após exposição ao vírus.
“Após o início dos sintomas, a evolução clínica é muito rápida e progressiva, com comprometimento cerebral intenso e progressão para morte encefálica em média entre 10 a 15 dias de entrada no hospital”, explica Tomaz Albuquerque, infectologista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), onde a muher estava internada.
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Sintomas da raiva humana
Os primeiros sinais da raiva incluem:
- Mal-estar geral;
- Febre leve;
- Dor de garganta;
- Náuseas;
- Cefaleia;
- Sensação de angústia ou irritabilidade.
Conforme a doença avança, surgem sintomas neurológicos graves, como espasmos musculares ao ingerir líquidos (hidrofobia), hiperexcitabilidade, delírios e paralisia. Esses quadros podem evoluir para insuficiência respiratória e falência múltipla de órgãos.
No caso da mulher que foi atacada pelo sagui, os sintomas começaram com dormência no local da mordida, e dor na região do tórax.
Prevenção é a principal saída
De acordo com Thomaz, a profilaxia pós-exposição é extremamente eficaz, principalmente quando administrada nas primeiras 24 horas após o contato com o animal infectado.
Em Pernambuco, as vacinas estão disponíveis em unidades de saúde municipais, e o soro, em centros regionais. Diante de mordidas ou arranhões de animais silvestres ou animais domésticos não vacinados, deve-se procurar a unidade hospitalar mais próxima imediatamente para orientação da profilaxia antirrábica.
“?A vacinação pré-exposição é recomendada para populações específicas (médicos veterinários e profissionais de laboratório que manipulam material infectado). Por se tratar de doença relativamente rara ou incomum apesar de altamente letal, não se justifica a inclusão do imunizante para aplicação em escala populacional”, ressalta o infectologista.
Tratamento ainda enfrenta desafios
O especialista aponta que os protocolos para tratar a raiva humana em estágio avançado carecem de “maior validação científica”.
“As intervenções sugeridas se resumem a sedoanalgesia específica, suporte neurointensivo e antivirais (Amantadina e Favipiravir)”.
Atualmente, apenas 18 pessoas no mundo sobreviveram à doença. Um deles é Marciano Menezes da Silva, natural de Floresta, no interior de Pernambuco, o jovem tinha 15 anos quando foi mordido por um morcego. Marciano também foi tratado no Hospital Oswaldo Cruz e é o único brasileiro que sobreviveu à doença.
Vacinação animal
Além de proteger pessoas, a vacinação de animais domésticos é fundamental para interromper a transmissão do vírus. No Brasil, não há calendário vacinal oficial, mas, no geral, a vacina antirrábica é feita em dose única no 4º mês de vida do animal.
O Projeto de Lei 4006/23 visa tornar a vacinação contra raiva e leptospirose obrigatória para cães e gatos em todo o País. O texto da proposta ainda está em análise na Câmara dos Deputados.
A médica veterinária Karin Botteon, gerente técnica da área de pets da Boehringer Ingelheim, explica que a raiva em animais pode ter um longo período de incubação. “O tempo até a manifestação dos sintomas pode demorar até seis meses nos animais”, detalha.
Logo, o tutor pode conviver com o pet exposto e ser contaminado sem saber. Entre os sinais clínicos nos animais, estão alterações comportamentais como:
- Agitação e agressividade;
- Salivação excessiva;
- Dificuldade de deglutição;
- Incoordenação motora e paralisia.
A vacinação é a forma mais efetiva de controlar a raiva entre cães e gatos. “A cobertura vacinal deve atingir pelo menos 70% da população canina para ser eficaz. Além disso, é importante evitar que cães e gatos tenham acesso a áreas com animais silvestres”, reforça a especialista. Isso porque, não é possível ter controle da disseminação do vírus com os animais selvagens.
Videocast Saúde e Bem-Estar fala sobre raiva humana nesta quarta-feira
O episódio desta quarta-feira (15) do Videocast Saúde e Bem-Estar, apresentado por Cinthya Leite, titular desta coluna no JC, irá falar sobre a raiva humana.
A entrevista conta com a participação de Eduardo Bezerra, diretor-geral de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde de Pernambuco, e Tomaz Albuquerque, diarista da UTI de Doenças Infectoparasitárias da mesma instituição e membro da diretoria da Sociedade Pernambucana de Infectologia.
O programa vai ao ar às 20h no canal do JC Play e trará uma discussão aprofundada sobre essa doença letal e as estratégias para sua prevenção.


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