Pressão de fluxos populacionais para entrar na Europa e nos Estados Unidos tende a se elevar nos próximos anos – e o radicalismo xenofóbico também
Publicado em 27/12/2024 às 0:00
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A entidade espanhola Caminando Fronteras divulgou um balanço trágico que, embora se limite à costa do país, desenha um cenário preocupante sobre a continuidade da questão dos fluxos migratórios no mundo – e seu aprofundamento, com a volta de Donald Trump à Casa Branca, nos Estados Unidos, a partir de janeiro. Segundo os números registrados, que são os piores em 17 anos, mais de 10 mil pessoas morreram ou desapareceram ao tentarem entrar na Espanha pelo litoral do Oceano Atlântico ou pelo Mar Mediterrâneo, este ano, até 5 de dezembro. Quase todas as vítimas fatais eram africanas. Os dados indicam um crescimento de quase 60% na quantidade de vítimas, em relação a 2023, algo considerado como “profundo fracasso das políticas de resgate” pela ONG.
O grau do fracasso apontado remete à precariedade das embarcações, via de regra pequenas e lotadas, utilizadas pelos migrantes em fuga de seus países para alcançar o sonho da mudança de vida. Expostos aos riscos da travessia nas águas, os migrantes não são resgatados na medida em que poderiam ser, caso houvesse equipamentos apropriados para esse objetivo, da parte das autoridades espanholas – ou da Comunidade Europeia, já que se trata de problema comum a vários problemas do bloco, um dos destinos mais procurados pela migração.
A questão migratória não se aparta de dramas humanitários, onde milhares ou mesmo milhões de indivíduos de diferentes nacionalidades buscam abrigo em outro lugar, longe da terra natal, expulsos por conflitos locais ou por condições miseráveis para viver com dignidade. A grande ilha de prosperidade europeia é cobiçada por gente que sai da África, mas não somente. Estima-se que quase 7 milhões de ucranianos viraram refugiados e estão atualmente em países vizinhos, por causa da invasão da Rússia ao seu território.
Se as guerras, a instabilidade política e as mudanças climáticas contribuem para o aumento dos fluxos migratórios, as nações que poderiam acolher os novos habitantes são cada vez mais resistentes à entrada de estrangeiros em massa por suas fronteiras. Tal resistência gera ambientes políticos radicalizados que culpam os migrantes por todos os problemas internos, e suscitam a ascensão ao poder de líderes em sintonia com agendas contra os migrantes – não raro, escancaradamente xenófobas.
Nos Estados Unidos, a separação de pais em situação irregular de seus filhos nascidos em solo norte-americano já é dada como certa pelo futuro governo de Donald Trump, que também prometeu a deportação em massa como bandeira de campanha. A volta do republicano ao poder certamente irá significar o aperto das políticas de restrição aos migrantes em todo o mundo, a partir do novo rumo em Washington. A questão global humanitária tende a piorar, uma vez que as guerras não vão parar tão cedo, nem as condições de vida nos países pobres irão melhorar. Os direitos de quem busca amparo em outro lugar devem continuar a ser vilipendiados, com a humanidade se afastando, ao invés de se unir.
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