Poeta, escritora e filósofa brasileira, Adélia Prado é considerada uma das maiores vozes da literatura nacional contemporânea
Sua obra é marcada por representações do cotidiano, pela religiosidade e reflexões sobre a condição feminina
Nasceu em 13 de dezembro de 1935, na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais. Antes de se dedicar integralmente à literatura, trabalhou por mais de duas décadas como professora
Adélia começou a escrever ainda jovem, após a morte da mãe, em 1950. A perda influenciou seus primeiros versos e ajudou a moldar uma escrita sensível e ligada às experiências pessoais
Casada e mãe de cinco filhos, se formou em Filosofia em 1966 e conciliou por muitos anos o magistério com a produção literária
A estreia na literatura aconteceu em 1976, com o livro “Bagagem”. A obra chamou atenção do poeta Carlos Drummond de Andrade, que ajudou a apresentá-la ao grande público
Sua poesia mistura linguagem simples, elementos da fé católica e cenas do dia a dia, como tarefas domésticas, memórias familiares e reflexões sobre o tempo e a existência
Em 1978, lançou “O Coração Disparado”, livro que lhe rendeu o Prêmio Jabuti. A partir daí, Adélia passou a se dedicar exclusivamente à carreira literária
Além da poesia, escreveu romances, contos e livros infantis. Entre as obras mais conhecidas estão “Terra de Santa Cruz”, “A Faca no Peito” e “O Homem da Mão Seca”
Em 2025, pouco antes de completar 90 anos, lançou o livro “O Jardim das Oliveiras”
Ao longo da carreira, Adélia recebeu importantes reconhecimentos, como o Prêmio Machado de Assis, da ABL, e o Prêmio Camões, principal distinção da literatura em língua portuguesa
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