Queimadas no Brasil expõem falta de preparo para enfrentar crise climática crescente

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Queimadas no Brasil expõem falta de preparo para enfrentar crise climática crescente



As queimadas em diferentes regiões do Brasil tem chocado e preocupado a população. Os efeitos imediatos da fumaça e fuligem geradas pelos incêndios impactam a saúde dos cidadãos e animais, mas a longo prazo, o problema é maior.

Hoje o Brasil vive um período recorde de seca que atinge diversos estados, o que já demonstra efeitos das mudanças climáticas. O território brasileiro possui uma vastidão de matas e florestas, entretanto, tem sido difícil controlar a crise atual, em partes por falta de preparo das forças responsáveis.

Mauro Buarque, consultor ambiental, CEO das empresas Método Ambiental e da Bioma Tecnologia e Inovação, em entrevista para a Rádio Jornal, explica o momento que vivemos como uma falta de preparo, principalmente frente às crises enfrentadas anteriormente, como queimadas em anos anteriores e as enchentes no Rio Grande do Sul ainda esse ano.

“A gente não escuta objetivamente ninguém tratar da questão ambiental de forma competente e arrojada. Precisamos recuperar um atraso de implementação histórica, porque só conversamos sobre questões ambientais na emergência, na crise. Estamos errando na estratégia porque já sabíamos que isso aconteceria e nós nunca nos preparamos para a crise”, comenta.

Apesar das queimadas serem recorrentes no território brasileiro, só agora o Presidente Lula, em reunião com ministros e chefes de poderes no Palácio do Planalto, sugeriu ao Ministério da Defesa treinar recrutas do exército brasileiro para combater as queimadas.

“Eu tive uma conversa muito longa com o ministro José Múcio e o General Tomás. E a sugestão que eu dei para ele é que daqui para frente todos os 70 mil recrutas que são convocados para as Forças Armadas todo ano, e a gente não tem guerra, portanto, não precisa preparar ninguém para a guerra porque a gente não vai querer guerra, que essa meninada seja preparada para enfrentar a questão climática”, disse o presidente.

Buarque acrescenta que vivemos um atraso entre o fato e a reação, “beirando uma incompetência administrativa”, resume.



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