Estudo revela desinformação, tabus e falhas no atendimento médico como barreiras ao cuidado adequado entre as mulheres na menopausa
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A menopausa, que afeta cerca de 30 milhões de mulheres no Brasil, ainda é um tema cercado por tabus e desinformação.
Uma pesquisa conduzida pela Ipsos a pedido da Bayer mostra que 44% das brasileiras que apresentam sintomas da menopausa não fazem nenhum tipo de tratamento, apesar dos impactos físicos e emocionais dessa fase.
O levantamento foi realizado em agosto de 2025 com 800 mulheres de todas as regiões do País.
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Sintomas são frequentemente invalidados
O estudo também revelou que metade das entrevistadas já teve seus sintomas minimizados, sendo tratados como “exagero” ou “algo normal”.
Essa percepção é ainda mais comum entre as mulheres em pré-menopausa (65%). A invalidação vem, principalmente, de familiares (41%) e profissionais de saúde (38%).
Para a ginecologista Ilza Monteiro, livre-docente da Unicamp, a naturalização do sofrimento feminino é um dos grandes entraves. “A mulher é ensinada a suportar suas dores, não a tratá-las, e isso pode ter consequências graves na saúde física e mental”, afirma.
Desigualdade no acesso e falta de informação
A pesquisa também apontou diferenças no acesso ao tratamento. Mulheres que dependem do SUS relataram demora nas consultas com especialistas, enquanto as que possuem plano de saúde citaram burocracia ou ausência de cobertura.
Um dado alarmante é que 19% das entrevistadas disseram não ter informações suficientes sobre a menopausa e suas opções terapêuticas.
“Estamos falando de uma condição biológica e previsível, que deveria ser discutida por todos. Mas ainda há desinformação e tabus que impedem o cuidado adequado”, destaca a médica.
Terapia de reposição hormonal ainda enfrenta resistência
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é considerada o tratamento mais eficaz para aliviar os sintomas da menopausa. No entanto, 53% das mulheres afirmaram que seus médicos nunca apresentaram essa alternativa, e 14% disseram ter recebido apenas uma opção de tratamento, sem discussão prévia.
Outro levantamento, feito pela Editora Abril em 2024, mostrou que 75% das mulheres que usaram TRH relataram melhora significativa na qualidade de vida. Mesmo assim, o medo ainda é um fator decisivo: 22% das entrevistadas associam a TRH ao risco de câncer, enquanto 27% temem ganho de peso e 18% mencionam receio de problemas cardiovasculares.
“A ideia de que a TRH aumenta o risco de câncer vem de estudos antigos e mal interpretados. Para a maioria das mulheres, o tratamento é seguro e altamente eficaz”, explica Ilza Monteiro.
Lacunas no conhecimento médico
A pesquisa também expôs lacunas entre os próprios profissionais de saúde. O DIU hormonal, que pode ser utilizado como parte da TRH e ajuda na proteção endometrial, foi apresentado a apenas 2% das pacientes. Embora o método seja disponibilizado gratuitamente por planos de saúde, apenas 30% das mulheres sabem disso.
A médica reforça que o direito à informação é fundamental. “A mulher precisa conhecer todas as opções para decidir, junto ao médico, o que é melhor para seu corpo e sua qualidade de vida”.

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