Falta de manutenção, instalações inadequadas e uso de equipamentos sem certificação estão entre as principais causas, aponta relatório da Abracopel
JC
Publicado em 27/07/2025 às 9:23
| Atualizado em 27/07/2025 às 14:19
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Acidentes domésticos envolvendo eletricidade continuam sendo uma ameaça silenciosa nas casas brasileiras. Dados do relatório anual da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), divulgado em 2025, mostram que 84% dos acidentes elétricos registrados em residências no ano passado resultaram em morte. Dos 295 casos analisados, 248 foram fatais.
As principais causas apontadas no levantamento foram falhas em conexões, instalações e extensões elétricas, responsáveis por 40% das ocorrências. Também pesam na estatística os acidentes provocados por estruturas externas (32%) e pelo uso inadequado de eletrodomésticos (13%).
Para especialistas da área, o problema está longe de ser apenas técnico. Falta de informação, uso de produtos sem certificação e intervenções feitas por pessoas não habilitadas estão entre os fatores que mais contribuem para o alto número de mortes.
“Muitas vezes, as pessoas subestimam os riscos. Um benjamim barato e sem certificação pode causar sobrecarga e até incêndios”, alerta Luiz Ferri, vice-presidente de Produtos da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac).
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“Todo material elétrico, incluindo extensões, deve ter o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), que inclui a marca do Inmetro e do Organismo de Certificação de Produto (OCP) acreditado”, explica.
CHOQUES ELÉTRICOS
O relatório revela também que, em 2024, o Brasil registrou 2.354 acidentes de origem elétrica. Os choques elétricos lideraram o número de mortes, com 759 vítimas fatais entre os 1.077 registros. Também foram contabilizados 1.186 incêndios causados por falhas elétricas, com 50 mortes, e 91 acidentes por descargas atmosféricas, que provocaram 31 óbitos.
A ausência de cuidados básicos, como a revisão periódica da rede elétrica e o uso de materiais certificados, agrava ainda mais o cenário. Segundo Ferri, os eletrodomésticos vendidos no país precisam passar por testes rigorosos de segurança realizados por organismos acreditados pelo Inmetro. Esses ensaios avaliam não apenas o risco de choque elétrico, mas também aspectos térmicos, mecânicos e até de emissão de radiação eletromagnética.
“É uma camada essencial de proteção ao consumidor. A certificação de produtos baseada em regulamentos técnicos é o que garante que aquele item pode ser usado com segurança”, afirma Ferri. Ele reforça ainda que qualquer tipo de reparo ou instalação elétrica deve ser feito por um profissional qualificado. “Mexer em fios e quadros de energia sem conhecimento técnico é abrir as portas para tragédias. A prevenção começa com o respeito aos limites e à segurança.”
O cenário traçado pela Abracopel acende um alerta para a necessidade urgente de campanhas de conscientização, práticas seguras e fiscalização da venda de produtos fora das normas técnicas. A negligência, mesmo que por descuido, segue custando vidas.

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