Número de licenças médicas concedidas por problemas como ansiedade e depressão cresceu 68% em relação a 2023 e é o maior em 10 anos
Publicado em 12/03/2025 às 8:38
| Atualizado em 12/03/2025 às 9:18
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O número de trabalhadores afastados por transtornos mentais atingiu um marco histórico em 2024. Dados do Ministério da Previdência Social revelam que 472.328 brasileiros precisaram se afastar do trabalho devido a problemas psicológicos, um aumento de 68% em relação ao ano anterior.
Em Pernambuco, 11.410 trabalhadores precisaram se afastar por esses problemas. Os números, obtidos pelo g1, indicam que os transtornos mentais se tornaram uma das principais causas de afastamento no Brasil, refletindo o impacto da sobrecarga, do estresse e da precarização das relações de trabalho.
Excesso de exigências e redes sociais podem estar entre os gatilhos
Para a psicóloga Ana Cristina Fonseca, pesquisadora sobre adoecimento psíquico ligado ao ambiente profissional e coordenadora da UniFafire, um dos principais fatores para o aumento das licenças médicas está no excesso de exigências no ambiente profissional.
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“Esse excesso leva muitos a se desdobrarem em busca de uma performance de desempenho que desconsidera a necessidade de cuidar da saúde física e mental”, explica.
Outro ponto levantado pela especialista é o impacto do uso excessivo das redes sociais na saúde mental dos trabalhadores. “Nas redes sociais, o sucesso, a felicidade plena e a performance são falsas realidades. Além de criarem dependência medidas em ‘clicks, compartilhamentos e curtidas'”, acrescenta.
Mulheres são mais afetadas
A maioria dos afastamentos é de mulheres (64%), com idade média de 41 anos. Os diagnósticos mais comuns são transtornos de ansiedade, com 141.414 afastamentos e depressão, com 113.604. As outras doenças na lista são:
- Depressão recorrente;
- Transtorno bipolar;
- Vício em drogas;
- Reações ao estresse grave;
- Esquizofrenia;
- Alcoolismo;
- Vício em cocaína;
- Psicose.
Burnout
O burnout é a síndrome do esgotamento profissional. No entanto, não aparece na lista das principais doenças mentais causadoras de afastamento. Foram registrados 4 mil casos do problema.
A psicóloga ressalta que é natural que os quadros mais evidentes nos afastamentos por transtornos mentais sejam ansiedade e depressão e explica que o burnout é, na verdade, um conjunto de sintomas.
“Os sinais podem ser diversos. Cada sujeito manifesta seus sintomas de forma diferente. Mas podemos citar a irritabilidade, dificuldades no sono, ansiedade aumentada, cansaço, alterações no apetite e dificuldades de concentração, entre outros”, detalha Ana Cristina.
Assista ao episódio do Videocast Saúde e Bem-Estar, do JC, sobre Burnout
Mudanças nas normas de trabalho
O Ministério do Trabalho e Emprego anunciou atualizações na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes para a saúde no ambiente de trabalho.
om as mudanças, os riscos psicossociais passam a ser considerados na fiscalização das condições laborais, o que pode resultar em penalidades de até R$ 6 mil para as empresas que expõem seus funcionários a situações de estresse extremo e adoecimento mental.
A expectativa é que essas novas medidas incentivem as empresas a adotarem práticas mais saudáveis, como gestão de carga horária mais equilibrada, suporte psicológico e ambientes de trabalho mais acolhedores.
O que as empresas podem fazer?
“Existem empresas que fazem treinamentos para situações como crises de pânico e de ansiedade, para poderem atuar ou até identificar essas situações com mais eficácia”, explica Cibelle Vialle, diretora da empresa Hub Ser.Tão de desenvolvimento humano.
Cibelle faz parte da Associação Brasileira de Recursos Humanos de PE (ABRH-PE), é especialista em compartamento humano. Segundo ela, existem estratégias importantes que as organizações podem implementar.
Criar programas de bem-estar voltados para a saúde mental, promover a flexibilidade no horário de trabalho e investir no treinamento contínuo de líderessão outras ações indicadas.
“Quando as empresas entendem os impactos positivos na equipe, essas ações deixam de ser só uma obrigação legal, e passam a fazer parte da cultura organizacional”, conclui a especialista.
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