Déficit de profissionais formados para a transição energética faz a economia do petróleo ganhar tempo – e a crise climática pode aumentar
JC
Publicado em 28/01/2026 às 0:00
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Apesar do conceito associado à paralisia, há condições inerciais que impulsionam. É o caso da indústria do petróleo e da energia baseada no carbono, que se valem, há décadas, de uma inércia econômica e cultural responsável, entre outros fatores, pelo atraso na evolução e barateamento da tecnologia necessária para a transição projetada como redentora, na direção dos combustíveis não fósseis e da geração denominada limpa. Enquanto isso, dizem os cientistas e os números de monitoramento da temperatura média global na superfície da Terra, o aumento do calor é a principal causa de mudanças climáticas cujos efeitos têm se intensificado nos últimos anos. Como a nevasca nos Estados Unidos, a força das tempestades e a duração das ondas de estiagem em diversas partes do planeta, inclusive no Brasil.
Entre os motivos que esticam a inércia, mesmo sendo perceptível a maior participação da energia limpa nas cidades, e até nos automóveis, está a baixa formação profissional direcionada às demandas da transição energética. Um gargalo em que será preciso aportar muito investimento em um prazo relativamente curto, se a crise climática apertar o cerco, sobretudo nos grandes centros urbanos.
A escassez de mão de obra para a transição foi um dos tópicos debatidos na Global Labor Market Conference, na Arábia Saudita. Por exemplo, a reciclagem de plásticos enfrenta diminuição de pessoal capacitado, e em breve sofrerá outra perda, com a aposentadoria dos trabalhadores. No caso da Arábia, estima-se que menos de um terço dos engenheiros para as tecnologias sustentáveis estão no caminho da formação, de acordo com Herwig Immervoll, da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em matéria publicada na Folha de S. Paulo. “Inovação é a chave. Precisamos de intervenções proativas para que os trabalhadores não fiquem esperando em meio ao caos quando as mudanças acontecerem”, disse, indicando a rota da requalificação urgente para os governantes, as empresas e as universidades no mundo inteiro.
No Brasil, iniciativa do Senai no Rio Grande do Norte é indicativa de um movimento necessário – mas também, do quanto é preciso acelerar para atender às demandas. Na última sexta-feira, foram iniciadas as aulas da primeira pós-graduação no país dedicada à energia eólica offshore (no mar). A oferta de conhecimentos específicos para esse tipo de energia renovável será destinada a uma turma de 43 pessoas de variadas formações originais, de engenheiros a gestores de empresas. O curso conta com integração a entidades nacionais e globais do setor, permitindo a abordagem de tendências e modelos de regulação e desenvolvimento.
Com grande potencial de protagonismo na economia baseada em fontes renováveis, a região Nordeste pode e deve obter as condições necessárias para se apresentar como um polo de formação para a transição energética. O investimento agora irá significar ganho competitivo nos próximos anos, posicionando os estados da região em situação de competitividade no Brasil, e igualmente, consolidando o país no mapa da energia limpa em ascensão.


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