Falta de ventilação adequada em salas de aula pode prejudicar desempenho escolar e aumentar doenças respiratórias, segundo especialistas
Publicado em 13/02/2025 às 18:04
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que 9 em cada 10 pessoas respiram ar com níveis elevados de poluentes, um problema que se agrava em períodos de calor intenso e seca, comuns no Brasil.
Em ambientes escolares, a falta de ventilação adequada faz com que a concentração de dióxido de carbono (CO²) ultrapasse os limites recomendados, prejudicando a concentração dos alunos e facilitando a propagação de doenças respiratórias, como gripes e alergias.
Com a volta às aulas, a qualidade do ar interno nas escolas volta a ser um tema crucial para pais, alunos e educadores.
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Impactos na saúde e no aprendizado
A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), por meio do Departamento de Qualidade do Ar Interno (Qualindoor), reforça que a baixa renovação do ar em salas de aula impacta diretamente a capacidade cognitiva de alunos e professores.
Um adulto respira, em média, 10 mil litros de ar por dia e passa cerca de 90% do tempo em ambientes fechados, o que torna essencial garantir a qualidade do ar interno.
Segundo uma pesquisa da Universidade Técnica da Dinamarca, estudantes expostos a ambientes bem ventilados apresentam um ganho de desempenho de até 14,5%. Isso significa que podem aprender em seis anos o que levariam sete em locais com má qualidade do ar.
“A qualidade do ar interno impacta a saúde de todos a curto, médio e longo prazo. Em ambientes de ensino, isso é especialmente crítico devido ao adensamento de pessoas”, explica o presidente do Qualindoor, Arthur Aikawa.
Ar-condicionado e ventilação: aliados com cuidados necessários
Muitas escolas utilizam aparelhos de ar-condicionado do tipo split, que garantem conforto térmico, mas podem comprometer a qualidade do ar se não forem combinados com sistemas de filtragem e renovação adequados.
“A maioria dos equipamentos instalados em escolas brasileiras não possui filtragem eficiente nem renovação de ar, o que pode gerar ambientes saturados e aumentar a disseminação de vírus e bactérias”, alerta o engenheiro Leonardo Cozac, membro do Qualindoor.
Especialistas recomendam a instalação de sistemas de renovação mecânica do ar, que filtram partículas e mantêm os níveis adequados de CO².
“Qualquer sala de aula, climatizada ou não, deve ser bem ventilada para garantir a renovação do ar interno”, reforça Cozac.
Em períodos de clima extremo ou quando o ar atmosférico está poluído, como em épocas de seca e queimadas, a ventilação natural pode ser insuficiente.
Pais devem cobrar medidas das escolas
Apesar de normas como a Lei Federal 13.589/18, a NBR 17.037 e a Portaria 3.523/98 regulamentarem a qualidade do ar interno, muitas escolas ainda não seguem as diretrizes adequadas.
“Não é normal que crianças voltem para casa diariamente com sintomas de viroses e alergias. Isso pode estar diretamente ligado à má qualidade do ar na escola”, afirma Cozac.
Assim como cobram infraestrutura adequada e segurança, os pais devem questionar as escolas sobre as medidas adotadas para garantir um ambiente saudável.
“Investir em sistemas de ventilação eficientes não é apenas uma questão de saúde, mas também de desempenho acadêmico e bem-estar”, destaca Arthur Aikawa.

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